O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/05/2021

A teórica política alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades conteporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento da sociedade diante da prática do bullying nas escolas brasileiras, já que é justamente a habitualidade frente a esta forma de agressão e opressão que agrava e o aprofunda no corpo social brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a violência, que consiste em um método de obter poder perante quaisquer minoria. Assim, não só a banalização e neutralização do bullying, como também traumas físicos e psicológicos aprofunda esse panorama.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o processo de banalização e naturalização do bullying no ambiente escolar. Nesse contexto, na série “Todo mundo odeia o Chris”, percebe-se os atos de violência constantes do caruso conta o Chris sendo tratados com indiferença pela comunidade escolar, na qual os dois estão inseridos e o Caruso não é punido pelos seus atos a maioria das vezes. Dessa forma, ao trazer a ficção para a realidade, infere-se que a situação não é diferente, uma vez que casos semelhantes ao do “Massacre de Suzano” ainda acontecem atualmente.

Em consequência disso, surge a questão dos traumas físicos e psicológicos que intensificam a gravidade do problema. Sendo assim, é observado que as últimas vítimas que sofreram diversos episódios de violência apresentam a tendência de desenvolver transtornos psicológicos. Portanto, esses fatores influênciam no desempenho escolar, evasão escolar e na reprodução do comportamento dos seus agressores, gerando-se um ciclo de violência que estará agregado no desenvolvimento da sociedade.

Mediante ao exposto, percebe-se como a violência desencadeada pelo bullying aprofunda-se na construção de uma sociedade baseada na agressão e opressão. Para combater esses empecilhos, é necessário que a Secretaria Especial de Direitos Humanos atue por meio das escolas que, a partir do Ministério da Educação, altere a Base Nacional Comum Currricular, com a finalidade de incluir a matéria “Bullying na escola” no ensino fundamental e médio. A partir dessa medida, a obra supracitada não mais apresentará o comportamento marginilizante da sociedade diante as consequências do bullying.