O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 27/05/2021
A série americana “Todo mundo odeia o Cris” é caracterizada por retratar o cotidiano de Cris Rock, um jovem negro que sofre diariamente intimidações e perseguições na sua escola.Fora da ficção, na conjuntura contemporânea, percebe-se a ocorrência desses atos no meio social com muita frequência, os quais propiciam a difusão do bullying - práticas de violência física ou verbal, intencionais e repetitivas.Nesse contexto, urge analisar como o individualismo e a negligência das instituições escolares impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a persistência do bullying está instrinsecamente relacionada às relações sociais individualistas que permeiam na sociedade.De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, na teoria do Habitus, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e,posteriormente, reproduzido pelos indivíduos.Sob tal ótica, no âmbito social a prática do bullying foi banalizada, visto que milhares de indivíduos presenciam e perpetuam esses atos contra sujeitos sociais com características mais retraídas.Desse modo, muitos opressores sem o mínimo de empatia pelo próximo acarretam traumas e transtornos mentais nos indivíduos oprimidos, os quais,em sua maioria, não procuram ajuda para relatar os abusos sofridos.
Outrossim, vale salientar que a negligência das instituições de ensino corrobora para a proliferação do bullying no ambiente escolar.Segundo dados do Ministério da Educação, um em cada dez estudantes é vítima de bullying.Nessa perspectiva, tal panorama ocorre,sobretudo, devido à mínima fiscalização e atuação dos coordenadores das instituições,os quais não se atentam aos atos de violência física e moral que vários discentes sofrem diariamente no convívio escolar.Nesse viés, muitos alunos não se sentem acolhidos pelos seus colégios e,consequentemente, não denunciam o bullying sofrido pelos seus colegas.Dessa forma, as escolas acabam se tornando instrumento de torturas para milhares de alunos.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para combater o bullying na esfera social.Logo, cabe ao Ministério da Educação -ramo do Estado responsável pela formação civil- promover palestras e atividades lúdicas nas instituições de ensino,para discentes e docentes, as quais abordem temas relativos a empatia com o próximo e as consequências do bullying tanto na vida do oprimido quanto do opressor.Isso dever ser feito por meio de profissionais capacitados na área,como psicólogos e psicopedagogos,a fim de inibir a ocorrência do bullying dentro e fora das escolas.