O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 07/06/2021

O Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA), em seu 5°artigo, afirma que “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. Apesar de o ECA zelar pela integridade física e psicológica dos jovens, a prática do bullying ainda é recorrente no Brasil. Nesse sentido, torna-se evidente como causas a banalização do bullying nas escolas, bem como a intensificação das agressões por meio das redes sociais.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a intensificação das concordâncias por meio das redes sociais, o cyberbullying, que influência diretamente na discussão sobre o bullying . Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, violência simbólica e uma ação exercida pelo corpo sem coação física, em que causa danos morais e psicológicos. Analogamente, podemos identificar essa mesma forma de violência observada pelo estudioso francês no meio virtual, em que o agressor pressupõe que sairá impune, perpetuando suas ações. Consequentemente, esses fatos estabelecem uma reprodução do comportamento do ofensor, além de causar em alguns casos o suicídio. Assim, verifica-se a falta de proteção que os usuários - principalmente os jovens - usufruem nas redes sociais.

Em segundo lugar, vale salientar a banalização do bullying nas escolas como agravante do problema no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), 29% dos jovens sofreram bullying no ano de 2019 em escolas públicas e privadas da capital paulista. Dessa maneira, os dados representam que essas agressões entre crianças e adolescentes estão sendo naturalizadas e não há uma preocupação necessária com esse crave problema. Por conseguinte, ocorrerá queda no desempenho escolar das vítimas, em adição, o acréscimo de pessoas com traumas físicos e psicológicos no sistema educacional. Logo é necessário que políticas sejam atribuídas para a solução do problema.

Infere-se, portanto, a complexa situação que envolve o bullying no Brasil. Dessarte, é necessário que o Ministério da Educação, por intermédio de professores preparados em lidar e identificar o bullying, estabeleça nas escolas a abordagem do tema em sala, com vistas a explicitar a gravidade do assunto e combater a agressão. A fim de garantir a integridade física e psicológica dos jovens e incentivar, só assim o problema deixará de ser recorrente no Brasil.