O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 19/07/2021

Na série espanhola “Elite”, Samuel, Omar e Nádia, estudantes de escola pública, são transferidos para uma renomada escola particular. Assim que publicamos seus estudos no colégio, os adolescentes são alvos de bullying, devido às suas diferenças culturais e promover. Fora da ficção da realidade, apresentado não é diferente, visto que no Brasil, o bullying principalmente no ambiente escolar ainda é muito comum. Isso ocorre tanto pela falta de diversidade étnica, quanto pela falha no sistema educacional.

É necessário analisar, a priori, a ausência de diferentes etnias nas escolas como um entrave alarmante para a resolução desse problema. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, Hobbes afirma que os grandes inimigos dos seres humanos são eles próprios, por serem naturalmente violentos, sejam essas agressões físicas, ou verbais, no caso do bullying. Nesse sentido, é inadmissível que em pleno terceiro milênio ainda ocorra tamanho empecilho.

Cabe ressaltar, outrossim, que mais um fator responsável pela persistência do bullying no Brasil é o sistema educacional falho. De acordo com a Constituição Federal, lei fundamental e suprema do Brasil promulgada em 1988, em seu artigo 5 °, “passa a ser dever legal dos obrigatórios de ensino assegurar medidas de conscientização, prevenção e combate à violência e à intimidação sistemática”. Porém, em conformidade com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), 29% dos estudantes já foram vítimas de bullying. Sendo assim, é de uma importância que medidas sejam atendidas para que tal problemática não continue a se perpetuar.

Infere-se, portanto, que o bullying no Brasil representa um desafio muito presente na sociedade brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com as redes públicas e privadas de ensino, realizar campanhas de combate ao bullying, por intermédio de palestras ministradas por psicólogos, um fim de usar os alunos sobre evitar esse tipo de violência, e o que fazer caso ocorra algum tipo de discriminação. Dessarte, os problemas serão amenizados, e o caso de Samuel, Omar e Nádia não passará de mera ficção.