O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/08/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que o bullying seja tratado como um problema grave e por isso deve ser evitado, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que as intenções maldosas ocorrem com frequência na sociedade. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de empatia pelo próximo, bem como a ineficiência do Estado perante as duras leis acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, segundo a socióloga Hannah Arendt, o mal banal se caracteriza pela ausência de pensamento, submetendo-se a uma lógica externa que não percebe a culpa nos atos que pratica. Desse modo, a capacidade de se colocar no lugar do outro é desprezada. Nesse sentido, percebe-se como o bullying é tratado de forma silenciosa e ao mesmo tempo agressiva, sendo uma ação recorrente e intencional, sem que haja uma preocupação com as consequências. A princípio, o agressor pode intimidar a vítima de forma verbal ou física, contribuindo para o isolamento social e insegurança da pessoa. Por isso, cabe ao Município intervir, para que a mudança do percurso ocorra na prática.
Sob um segundo enfoque, para a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado auxiliar na Educação das pessoas, para que a harmonia das relações seja priorizada. No entanto, é evidente uma falha no sistema jurídico, uma vez que o problema do bullying cresce e afeta milhares de indivíduos. Tanto que, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, dos 2 milhões de alunos, cerca de 46,6% diz já ter sofrido algum tipo de ofensa, especialmente por estarem cima do peso, serem homossexuais ou negros. Logo, é preciso que essa perspectiva mude, em combate ao crime e ascensão do respeito.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por professores e psicólogos, para que os alunos tenham palestras semanalmente, sobre vários assuntos, especialmente o bullying, a fim de garantir uma conscientização maior por parte das novas gerações. Além disso, no mesmo projeto cabe ao Estado investir em leis que responsabilize o agressor das suas ações, por meio de uma conversa ou até mesmo uma multa. Somente assim, será possível a mudança do percurso.