O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 02/08/2021

A série de televisão americana “13 Reasons Why”, lançada em 2017, retrata a história de Hannah, uma adolescente vítima de perseguições sistemáticas na escola, que gravou treze fitas de áudio narrando os motivos e pessoas que a levaram a tirar a própria vida. Fora da TV, no contexto brasileiro contemporâneo, o bullying configura um preocupante problema no país, principalmente entre crianças e adolescentes. Tal conjuntura é intensificada pelo desleixo no assunto por parte de autoridades e pelo surgimento das redes sociais. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, cabe pontuar que a negligência com as práticas de bullying contribui para a permanência do problema. A Lei 13.185, lei antibullying, preconiza que é responsabilidade das famílias, das escolas e do Estado, proteger os indivíduos das agressões. Entretanto, essa determinação não é efetivamente posta em prática, tendo em vista a desatentação e o descaso dessas entidades quando presenciam essas intimidações sistemáticas. Consequentemente, por não receberam nenhum tipo de ajuda, as vítimas, frequentemente, desenvolvem problemas psicológicos, tais como depressão, ansiedade e, em casos extremos, recorrem ao suícidio - assim como Hannah na série “13 Reasons Why”. Logo, urge discutir medidas capazes de minimizar esse impasse.

Posteriormente, é tácito elencar que o desenvolvimento das tecnológias digitais dificultam o combate ao problema. O cyberbullying, violência repetitiva que se propaga por meio das redes sociais, tem se tornado cada vez mais comum na sociedade, o que faz do bullying um problema não apenas no mundo real, mas também no virtual. Diante disso, destaca-se o que é retratado em “13 Reasons Why”, uma vez que a maioria das humilhações ocorre pelas redes de comunicação. Com efeito, torna-se maior o números de invíduos que desenvolvem danos sociais que vão desde a diminuição do rendimento na e no trabalho, até a reprodução de comportamentos violentos na sociedade. Desse moda, é imprescindível a proposição de medidas capazes de atenuar essa situação.

Portanto, ao analisar a negligência e o cyberbullying, observa-se a influência desses no entrave social, o que exige um plano de ações eficientes para amenizar o problema. Posto isso, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as Secretarias de Educação, por meio de investimentos governamentais, instituir cursos de capacitação para professores e pais - ensinando práticas de conduta e orientação para familiares e de assistência pedagógica para os docentes -, a fim de oferecer assistência psicológica, social e jurídica para as vítimas e agressores. Ademais, compete ao Governo Federal impor que plataformas digitais utilizem tecnológias de monitoramento contra discursos violentes nas redes sociais, com o intuito de diminuir a ocorrência do cyberbullying.