O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 04/08/2021

De acordo com o inciso II, artigo 3° da Constituição Federal de 1988, é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil garantir o desenvolvimento nacional. Entretanto, tendo em vista a atual situação do país, observa-se que tal objetivo não é realizado, pois conforme o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) a cada 10 alunos 3 sofrem bullying no Brasil. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência de políticas públicas e as redes sociais provocam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a falta de políticas públicas contribui para a propagação desse ato. Isso acontece, geralmente, por falta de orientação com as testemunhas, vítimas e até mesmo agressores. Nesse sentido, segundo uma palestra ministrada por Marcos Meier e Jeanine Rolim integrantes da editora Intersales, relataram 3 fatores que concretizam essa atitude: a agressão repetitiva, a força de persuadir e a intenção do agressor. Nessa lógica, em Suzano, na grande São Paulo, dois jovens se transformaram em atiradores motivados pelo bullying que sofreram, invadindo uma escola estadual e matando 10 alunos.Por consequência, é fato que há uma ineficiência governamental diante desse problema.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que as redes sociais são outro fator relevante. Isso ocorre, pois diante da realidade atual, essa nova moda das redes virtuais se tornou palco para a prática de “cyber bullying”. Logo, é notório diversos famosos  cancelados por algumas atitudes, as quais são repudiadas e  ameaçadas. Nesse viés, a cantora Luíza Sonza sofreu grandes ataques de “haters”, ou seja, “odiadores” que a ameaçaram de morte após o falecimento do filho do seu ex-marido Whindersson Nunes e Maria Lina, e esta acabou desativando as redes sociais e enfrentando problemas psicológicos. Consequentemente, é fato que o bullying está presente em todos os lugares e precisa ser combatido.

Depreende-se, portanto, que a ineficiência estatal e as redes sociais contribuem para a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo em parceria com o Ministério da Educação e Ministério da Saúde- órgão responsável pela saúde dos brasileiros- promover políticas públicas. Isso por meio de  campanhas, palestras orientando a todos sejam vítimas, testemunhas ou agressores e também oferecer acompanhamento psicológico, a fim de garantir o bem estar de todos. Além disso, os veículos midiáticos devem proibir a prática dessa ação punindo aqueles que forem contra a recomendação e alertando os demais. Como efeito, é de se esperar que esse problema seja atenuado.