O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 11/08/2021

Intimidação. Perseguição. Solidão. Essas são algumas palavras que representam o cotidiano de quem sofre bullying. Sob este viés, os atos de opressão, principalmente no ambiente escolar, ocorrem de forma ruidosa, o que dificulta a identificação das vítimas. Dessa forma, lamenta-se que o combate às ações seja tão ineficaz no Brasil, uma vez que há ausência de inspeção desses abusos nas escolas e também a negligência no âmbito familiar fomenta essa problemática. Estipula-se, então, a necessidade urgente de buscar formas para se opor a essa prática.

Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que a fiscalização no ambiente escolar é equivocada, já que não corrige os alunos de forma adequada, tornando possível a continuidade do bullying. Esse fato é compreendido no texto “O erro”, de Mario Cortella, que apresenta como reflexão o modo como a negligência na correção é prejudicial à sociedade. Ligado a isso, a forma ríspida como esses atos são enfrentados no ambiente de ensino causam medo nos alunos, que já apresentam dificuldades nesse meio, por conta da violência que eles sofrem. Diante disso, constata-se que essa ameaça é refutável nas instituições de ensino, pois o desentendimento dos estudantes ao procurar auxílio no liceu causa um desamparo e, como consequência, adquirem transtornos de fundo emocional ligados a esse trauma. Dessarte, a estratégia de abordagem dessas perseguições nas instituições se mostra ineficaz.

Além disso, é notória a baixa intervenção da família contra o incentivo a essa prática, visto que não recebem educação suficiente para ajudar a vítima. Nesse contexto, o atentado à creche no interior de Santa Catarina, ocorrido em 2021, demonstra o erro das famílias e do Estado brasileiro. O autor do delito, que veio de uma família de baixa renda, apresentava dificuldades de interação social ligadas ao bullying e não tinha assistência psicológica. Somado a isso, a ideologia da sociedade patriarcal que ainda é muito presente na vida dos pais, prejudica a interpretação deles a respeito do trauma escolar de seus filhos. Então, o amparo pelo lar é falho quando não apresenta conhecimento suficiente para ajudar a sua prole. Em tal caso, percebe-se que a decadência nas estruturas familiares também é consequência do ensino precário no país.

Fica evidente, portanto, que a luta contra essa violência só será eficaz no Brasil quando as falhas no ensino forem corrigidas. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Educação introduza informações nos currículos educacionais a respeito do bullying. Assim, por meio de leis que busquem a correção eficaz dessas opressões, seria possível formar melhores cidadãos e quebrar a continuação da perseguição no país. Anseia-se, com essa providência, a oposição à essa vexação.