O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 14/08/2021

O impactante filme “Cyberbully”, lançado em 2011, narra a história de uma adolescente vítima de inúmeras humilhações e xingamentos por meio das redes sociais, nos quais ocasionam uma tentativa de tirar a própria vida. Fora dos limites ficcionais, os atos de violêcias físicas, verbais e psicológicas configuram um grande obstáculo que afeta inúmeros jovens constantemente. Assim sendo, é notório o cenário atual de tal problemática no Brasil, de modo que distúrbios psíquicos e a influência negativa da mídia contribuem para crescentes empecilhos ao desenvolvimento do corpo social contemporâneo. A partir disso, verifica-se a imposição de medidas para atenuar essas questôes.

Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que o aumento nos índices de deperessão e ansiedade, quando não tratados, podem se agravar e levar o jovem a tentar suicídio ou até mesmo se estender a doenças mentais na vida adulta. Como prova disso, um estudo publicado pela revista “Veja” mostrou que 1 em cada 5 crianças pensam em suicídio após um acometimento, e, além disso, 78% dos sofredores sofrem de ansiedade ou depressão. Dessa maneira, fica cada vez mais evidente que, com o passar dos anos, a prática de tal crueldade têm causado cada vez mais consequências marcantes na vidaexistência, principalmente, dos estudantes.

Paralelamente, é manifesto o papel danoso que a internet e o uso de aplicativos comunicativos vem acarretando na atualidade, de modo que a aplicação de aparatos tecnológicos ampliam cada vez mais as ocorrências de casos desse tipo de ataque. Esse comportamento foi antecipado por Plutão, que dizia que, entre todos os selvagens, o mais difícil de lidar é o homem jovem. Comparando com a realidade, o ponto de vista do filósofo se manteve no plano teórico, uma vez que, na contemporaniedade, as trocas de mensagens e a facilidade que os jovens possuem ante as trocas de informações muitas vezes são usadas de forma cruel, dificultando, desse modo, a superação dessa problemática.

Logo, é perceptível a necessidade de adotar uma metodologia capacitada para amenizar essas adversidades. Assim, cabe ao Ministério da educação, responsável por criar e executar medidas didáticas, promover campanhas informativas sobre a gravidade do bullying, sua lei e suas manifestações, para que, assim, se torne mais fácil a aquisição de conhecimento e reconhecimento de tais hábitos pela população. Concomitantemente, que as escolas, enquanto transformadoras socias, capacitem seus professores para que ensinem seus alunos, por meio de debates e palestras, a respeitarem as diferenças e lidarem com os estragos reais acima dos virtuais, para que assim, talvez as próximas gerações, possam usufruir de uma juventude com menos tragédias.