O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Define-se bullying como o ato de constante violência, física ou psicológica, a alguém. Nesse contexto, o combate à essa prática não é comumente visto nas escolas brasileiras, mostrando-se uma problemática atual. Isso ocorre, ora pela intolerância às diferenças por parte dos jovens, ora pela ausência de acompanhamento psicológico nas instituições escolares.

Em primeira análise, é coerente que o bullying conserva-se como uma consequência da ignorância jovial acerca das diferenças entre colegas, a qual é exacerbada pelo elitismo promulgado na sociedade contemporânea. De maneira análoga, o longa-metragem americano ‘‘Meninas Malvadas’’ exemplifica esse hábito, no qual a personagem de elevada classe social, Regina George, difama seus colegas de classe perante adversidades como condição social e vestuário. Bem como no filme, verifica-se, então,  na sociedade jovem brasileira, que a agressão é uma forma de obtenção de poder e a escassa instrução em relação ao respeito pelas características do resto da coletividade antecede a sucessão de agressões. Assim, enquanto a ignorância prevalecer, práticas de bullying seguirão uma realidade atual.

Além disso, indubitavelmente, o bullying se faz mais presente em colégios sem a presença de profissionais que cuidem da saúde mental dos alunos. Nessa perspectiva, na obra literária ‘‘Os Treze Porquês’’, a personagem principal, vítima de bullying, não possui acesso a psicólogos no ambiente escolar e acaba por tirar a própria vida em razão do seu desamparo. Fora do mundo literário, tal cenário é uma situação real, visto que a maioria das escolas, de fato, não possuem esse tipo de profissional para apoiar os jovens. Com efeito, a cultura de agressão é perpetuada, efetivamente prejudicando a saúde mental dessa parcela da sociedade. Desse modo, constata-se que a inexistência de recursos no âmbito psicológico dentro da instituição escolar é fator contribuinte para a infeliz frequência de episódios de bullying e o sofrimento que o mesmo gera.

Torna-se evidente, portanto, que o bullying, dentro do território brasileiro, é consequência da ignorância dos jovens quanto às diferenças da comunidade e da escassa empregabilidade de especialistas em saúde mental nas escolas. É dever da escola, como instituição responsável pela formação de crianças e adolescentes, auxiliar nas dificuldades do corpo discente, por meio da contratação de psicólogos no recinto e da implementação de campanhas educacionais que visam à didática de tolerância e respeito diante das desigualdades, a fim de se evitar a incidência de bullying. Dessa forma, os jovens brasileiros verão os atos de violência na área escolar como um cenário distante.