O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 13/08/2021
No filme “Carrie, a estranha”, a protagonista sofre bullying por conta de sua mãe desiquilibrada, uma fanática religiosa. Após ser humilhada no baile da escola na frente de todos, Carrie se vinga de seus opressores. Fora dos limites da fantasia, essa realidade é, extremamente, presente nas escolas brasileiras. Nesse contexto, constata-se que tal problema se estabelece, principalmente, devido à falta de profissionais capacitados e à negligência familiar, necessitando de medidas para atenuar essa questão.
Em primeira análise, vale destacar que a omissão e o descaso escolar é um agravante para o problema. Isso porque, normalmente, não há ações efetivas de prevenção às práticas violentas entre os estudantes. Dessa forma, as agressões não são contidas, favorecendo seu prolongamento. Consequentemente, devido ao desamparo que os atinge, muitos jovens podem culminar ataques violentos. Prova disso foi o ocorrido em Goiânia, em 2017, em que uma menina de 14 anos, após sofrer bullying na escola, atirou contra colegas, matando duas pessoas. Sendo assim, é nítida a importância da participação da escola na vida dos alunos.
Além disso, vale ressaltar que a desatenção familiar acerca da vida dos filhos agrava a questão discutida. Isso ocorre, muitas vezes, pelo excesso de trabalho e o ritmo acelerado da vida, que fica mais intenso na contemporaneidade, dificultando, por consequência, o diálogo entre o adolescente e o seu responsável. Nesse cenário, os adultos não percebem a mudaça de comportamento dos jovens, dessa forma, não conseguem evitar as tragédias quando as mesmas estão prestes a acontecerem. Prova disso foi uma pesquisa efetuada pela Universidade Federal de São Paulo, que constatou que, entre 2006 e 2015, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos teve um de crescimento de 24% nas seis maiores cidades do país. Sendo assim, fica evidente o quanto a participação dos responsáveis na vida dos adolecentes é de extrema importância.
A partir das informações apresentadas no decorrer do texto torna-se notório a necessidade de amenizar o problema. Portanto, o MEC deveria promover diciplinas nas licenciaturas de como tratar o bullying na sala de aula, fazendo com que se tenha profissionais capacitados para realizar tal ação. Concomitantemente, o Ministério da saúde, como responsável pela manutenção da saúde pública do país, precisaria promover campanhas com psicólogos e médicos, com o objetivo de consientizar e alertar os pais acerca de seus filhos, para que assim, de algum modo, se combata o suicídio de jovens. Dessa maneira, será possivel estimular uma grande mundança no bem-estar dos adolescentes que sofrem algum tipo de agressão no ambiente escolar.