O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 12/08/2021
Na série 13 Razões Porque (Os 13 porquês, in English), pela Netflix, um trama tem início com o suicídio da adolescente Hannah Baker, após a ser vítima de bullying na escola. Fora dos limites ficcionais, a prática dessas questões é bastante comum nas escolas brasileiras. Neste contexto, tal problema ocorre tanto pela ausência para visibilidade para campanhas e leis de preventivos nas escolas e descaso familiares. Sendo assim, é necessária medida, a fim de amenizar esse empecilho.
Inicialmente, é válido ressaltar que a Lei Antibullying, nº 13.185 da constituição, prevê que, além de clubes e agremiações recreativas, as escolas desenvolvam medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. Porém, de acordo com o relatório do Programa de Avaliação de Estudantes (PISA) 2019, no Brasil, 43% das crianças e jovens no país já sofreram bullying na escola por razões como aparência física, etnia, gênero e orientação sexual, tornando evidente a insuficiência da lei e a necessidade de outros meios para diminuir esse mal.
Além disso, uma negligência familiar pode conduzir diretamente no envolvimento de estudantes com o bullying. De acordo, com uma pesquisa feita pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, apontou que as relações ruínas dentro de casa é um dos fatores que afetam o comportamento das crianças e adolescentes dentro da sala de aula. Sendo assim, é notório a importância da participação dos responsáveis na vida dessas crianças e adolescentes.
Tendo em vista que o bullying é frequente na sociedade brasileira, cabe ao Governo Executivo, às secretarias especiais de direitos humanos e às escolas criarem campanhas para a divulgação de informação sobre a Lei Antibullying e o Dia Nacional de Combate ao Bullying, e auxiliar os familiares sobre o bullying e a importância da presença na vida de seus protegidos, afim de consciencializar e combater esse mal.