O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/08/2021
Na série mexicana “Control Z’’, é apresentada a história de um hacker que expõe os segredos mais obscuros de algumas pessoas de sua escola, fazendo com que as mesmas sejam vítimas de bullying por parte de seus colegas, gerando vários conflitos. Fora dos limites ficcionais, a situação brasileira não se mostra promissora, uma vez que, em plena modernidade, o bullying é algo bastante recorrente. Nesse contexto, isso se deve, principalmente às mídias sociais e ao desleixo familiar.
Em primeira análise, cabe ressaltar, que nos tempos atuais, é difícil encontrar uma pessoa que não possui um celular, e isso de fato é um grande avanço, porém, as redes sociais podem ser totalmente prejudiciais. Ademais, é perceptível, que nos dias de hoje, você é julgado por qualquer coisa, seja uma característica física ou da sua personalidade, que em vários casos leva ao bullying, o que é extremamente grave, porque pode gerar problemas tanto físicos quanto psicológicos. Prova disso, é uma pesquisa da Microsoft, mostrando que entre 2019 e 2020, 43% dos brasileiros foram vítimas de bullying. Em suma, são necessárias medidas que diminuem esse plano.
Em segundo ponto, vale destacar acerca do âmbito familiar. É evidente que a maioria dos jovens, geralmente não recebe apoio de seus parentes, muito pelo contrário, as vezes, são julgados pelos que dizem ser sua familia, e é nesse quesito que as coisas começam a dar errado, porque em alguns casos as pessoas que praticam bullying, ‘‘aprenderam’’ na própria casa, já que era algo visto em seu cotidiano, não que justifique suas atitudes.
Sendo assim, fica nítido que é preciso adotar um paradigma que atenue essa temática. Assim, a rede televisa aberta, como principal veículo de informação, deve promover campanhas mais fortes para evidenciar que o bullying é um problema muito sério e não pode ser deixado de lado, mostrando que caso contrário, as consequências podem ser avassaladoras, podendo levar, em situações mais extremas, o suicidio. Simultaneamente, o MEC, juntamente com o Ministério da saúde, deve contratar psicologos para atuarem nas escolas, local que a maioria dos jovens está e precisam conversar com alguém. Tudo isso, afim de reduzir esse cenário.