O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 20/08/2021

O “Mito da Caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude de sair de sua zona de conforto. Metáfora trágica da condição humana, esse quadro pode ser facilmente aplicado ao bullying praticado no Brasil, que se aprofunda em meio à conduta insipiente do corpo social brasileiro, o qual não compreende os reais fatores que fomentam esse empecilho. Mediante o exposto, observa-se que essa realidade se deve a negligência escolar e somado a isso, a desatenção familiar. Sendo assim, é notável a necessidade de projetos que viabilizem a amenização de tais adversidades.

Em primeira análise, visto que as crianças passam a maior parte de seu dia na escola, local o qual está muito favorável a esse tipo de violência, levando em consideração o fato de 60% dos alunos -em Curitiba- já sofreram bullying nas escolas, segundo pesquisa desenvolvida pela UFPR. E essa lastimável realidade é agravada pela inoperância da esfera escolar devido à falta de profissionais capacitados, projetos pertinentes ao tema e material reflexivo contra essa problemática. De tal maneira que essas práticas podem fazer com que as crianças não querem ir para a escola afetando diretamente seu desenvolvimento.

Paralelamente a desatenção familiar muitas vezes causada pelo cansaço dos pais, os quais, passam o dia trabalhando e não reparam que seus filhos podem estar sofrendo por alguma situação e evitarem uma possível tragédia futuramente. Como por exemplo, o caso ocorrido numa escola de Goiânia, em que uma menina de 14 anos atirou contra colegas em sala de aula, por ter sido vítima de bullying. Sendo assim, é notório a importância da participação dos responsáveis na vida de seus protegidos.

Com as informações apresentadas fica evidente, portanto, que mudança devem ocorrer. Assim, o Ministério da Educação - principal órgão responsável por gerir os projetos educacionais do país- deve por meio de programas escolas, criar projetos educacionais que promovam o conhecimento dos alunos sobre tal problemática em reuniões nas escolas que haja a participação dos responsáveis dos estudantes, para que eles também conversem com seus filhos. Além disso, projetos extracurriculares que viabilizem debates sadios -com professores capacitados, com o intuito de instruir os indivíduos da importância de não fazer bullying com as outras pessoas-. Somadas essas medidas será possível, quem sabe, criar uma população futura que compreenda, de fato, as consequências da prática do bullying.