O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/08/2021
A obra literária “O Extraordinário”, escrita por R. J. Palacio, retrata a vida de Auggie, que por uma série de cirurgias devido à sua saúde frágil, tem seu rosto desfigurado. Ao frequentar a escola pela primeira vez, o personagem lida com vários óbices, dentre eles, o bullying. Todavia, o âmbito hodierno brasileiro não se mostra dessemelhante da ficção, visto que a violência verbal é uma problemática fatal para o eixo social, sendo caracterizada, majoritariamente, pelo preconceito reforçado por estigmas sociais e, consequentemente, podendo levar a problemas psicológicos. Dito isso, requer-se a tomada de ações em prol da evolução brasileira.
Em primeiro plano, é válido destacar que a persistência de estigmas que incitam o preconceito é fatal para o meio comum, uma vez que tais visões estão intrínsecas no indivíduo desde a infância, muitas vezes por influência familiar ou midiática. Ainda que, ao haver a padronização - tanto corporal quanto comportamental - do ser humano, quem não se encontra dentro desse limite, tende a ser excluído, com o bullying como meio de reforçar a suposta “inferioridade” da vítima. Ademais, tal ocorrência é perceptível em uma pesquisa propagada pelo site G1, relatando que mais de 60% dos adolescentes alegam ter sofrido algum tipo de violência na escola ou na internet; logo, caracterizando a mídia como um dos principais gatilhos para essa adversidade.
Em decorrência do bullying reforçado pela sensação de inferioridade, o cidadão pode vir a ter problemas psicológicos provenientes dessa problemática, levando-o, possivelmente, a replicar as agressões sofridas, principalmente se não se encontrar em um eixo familiar acolhedor. Como, por exemplo, o caso de Jeffrey Dahmer, que, por desmazelo parental seguido de ofensas constantes de seus colegas - dito que, o meio onde vivia não fornecia devida assistência às vítimas de bullying -, o jovem adquiriu uma série de distúrbios. Posteriormente, se tornou um dos “serial-killers” mais conhecidos dos Estados Unidos, por cometer canibalismo.
Isto posto, é dever do Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, implementar profissionais capacitados, em destaque, psicólogos, de modo que atuem no meio escolar desde o ensino infantil. Por conseguinte, com a aplicação de projetos contra o preconceito e qualquer tipo de agressão, a criança dificilmente reproduziria o bullying, erradicando-o desde os primórdios; assim então, desassociando a realidade de Auggie com o Brasil atual.