O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 14/08/2021

“A natureza fez o homem feliz e bom mas a sociedade deprava-o e o torna-o miserável” disse o filósofo Jean Jaques Rousseau. A partir desse pensamento é possível interpretar que a sociedade violenta em que vivemos, onde historicamente a repressão existe como meio de controle se espalhou no imaginário popular; e de despreparo governamental em lidar com situações que ocorrem em ambientes de sua responsabilidade, como o do ensino básico.

De início, o filósofo Immanuel Kant citou, “O homem é o que a educação faz dele”, dessa forma, temos um problema de criação dos brasileiros, pois muitos alunos vivem em casa situações em que os pais pregam ódio e veem a violência como uma saída para educar seus filhos, cometendo atos agressivos. A criança vê comportamentos tipo esse e propagada entre os colegas nas escolas, praticando o bullying para descontar sua raiva e também por acreditar que essa é uma saída viável.

Contudo, existe na escola o despreparo dos professores e dos funcionários em lidar com questões relacionadas ao bullying. O que se vê muitas vezes é que alunos são agredidos física e psicologicamente dentro do ambiente escolar e não há nenhuma providência tomada pelas autoridades locais. Isso acaba agravando o quadro, a criança sente cada vez mais medo de denunciar e as consequências são terríveis, como: depressão, baixa autoestima, problemas para se relacionar e em casos mais graves, até mesmo o suicídio. Não é à toa que uma pesquisa realizada pela Microsoft apontou que 43% dos alunos já sofreram bulliyng no Brasil.

Em suma, o governo deve investir mais na preparação dos professores, em palestras feitas para os pais e campanhas a fim de impedir que o problema do bullying se alastre ainda mais e prejudique ainda mais pessoas na sociedade brasileira. É necessário que haja conscientização eficaz para que todos compreendam o bullying como um retrocesso, não como frescura ou exagero dos jovens no Brasil. E retrocesso se combate com avanço e investimento.