O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 15/08/2021
“eu corria pra casa, sentava e chorava quase todos os dias”. A tradução da letra da música “Who’s Laughing Now?” da cantora Jessie J retrata de maneira nítida o sentimento de grande parte dos estudantes brasileiros. Dessa forma, ainda é perceptível que a sociedade brasileira apresente com insistência a exclusão de pessoas que não se encaixam no padrão de beleza adolescente. A partir disso, fica claro a necessidade da tomação de medidas para atenuar esse problema.
Diante de tal senário, é válido ressaltar a seriedade desse estorvo, que muitas vezes causa depressão e ansiedade em suas vítimas. O filme “Extraordinário” é um exemplo desse problema, na obra, Auggie Pullman, uma criança de 10 anos que nasceu com deformidade facial começa a frequentar a escola, nas primeiras semanas, o menino se recusa a sair de casa, pois segundo ele, seus colegas estavam fazendo piadas sobre seu rosto. Dessa maneira, fica perceptível que ainda existe pessoas que agem com normalidade acerca do bullying. Diante disso, verifica-se que o número de pessoas com depressão aumentou exponencialmente nos últimos anos. Sendo assim, torna-se comum visualizar no âmbito social brasileiros que já presenciaram alguma forma de bullying.
Ademais, é fácil encontrar pessoas que sofrem de depressão, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o número de pessoas com depressão cresceu 18% entre 2005 e 2015, numa pesquisa realizada pela Universidade de Oxiford, cerca de 30% dos adultos que tem depressão sofreram algum estilo de bullying quando eram mais jovens, já de acordo com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 29% de 2702 adolescentes de 119 escolas publicas e privadas disseram já ter sofrido bullying. Portanto, percebe-se que essa problemática continua assolando os brasileiros, sejam eles adolescentes ou adultos.
Em face a tais informações, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema. A professora de psicologia Ciomara Shcneider fala que os pais e a escola devem estar atentos ao comportamento dos jovens e manter o diálogo sempre aberto. Um dos melhores momentos para abordar o tema é em sala de aula, são nesses ambientes que, na maioria das vezes, as pessoas sofrem bullying e neles é possível realizar gincanas em grupos para que o problema possa ser debatido e solucionado. Concomitantemente, cabe ao Ministério da Educação incentivar e promover a prática de boas ações dentro e fora da escola, assim, ajudando as pessoas que sofrem bullying. Somadas essas medidas, será possível acabar com o bullying nas escolas brasileiras.