O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 19/08/2021
No livro “It a Coisa”, do escritor Stephen King, acompanha-se a formação do “clube dos otários”, formado por 5 amigos que se unem por estarem inseridos na mesma circunstância: O bullying que sofrem pelos garotos mais velhos. Fora dos limites ficcionais, o bullying é a realidade vivida por muitos jovens dentro do ambiente escolar, sendo a persistência de tal problemática ligada a falta de debate no ambiente familiar sobre as diferenças existentes nos indivíduos e a ascensão de uma sociedade menos empática, pautada no individualismo. Sendo necessário, portanto, que medidas sejam tomadas.
Tendo em vista tal cenário, é valido ressaltar, em primeiro plano a influência das relações familiares quanto a compreensão do mundo em que se está inserido, como afirma o filósofo Talcott Parsons. Entretanto, a falsa noção de que assuntos como diversidade são discussões destinadas à instituição escolar, anulam o debate no ambiente familiar, podendo resultar em impactos quando a criança se vê em um lugar repleto de pessoas com características diferentes das dela, sendo o motivo do sentimento de superioridade sentido pelo agressor. Por essa razão deve-se adquirir paradigmas para a resolução do problema.
Em segunda análise, o bullying é o resultado de uma sociedade cada vez menos empática e com sentimentos individualistas. Prova disso é a teoria da modernidade líquida, de autoria do filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, que compara os tempos atuais com o chamado “tempo sólido”, onde existia mais trocas sociais entre os integrantes de uma sociedade. À vista disso, com o aumento da acessibilidade às redes sociais, torna-se comum a sensação de não estar em contato com pessoas, mas sim com robôs sem sentimentos humanos. Tal atitude, reflete de forma direta nas relações reais. Por consequência, se sobressairá o individualismo, que taxará outros indivíduos como inferiores.
Diante do problema exposto, torna-se importante a adesão de atitudes que resolvam a questão do bullying no Brasil. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação – órgão responsável pelo desenvolvimento intelectual e cognitivo de crianças e jovens – investir financeiramente nas escolas, a fim de financiar palestras de cunho instrutivo sobre como a vítima deve lidar com os abusos, bem como a adesão de conteúdos mais focados em diferenças culturais e físicas nas disciplinas de biologia, educação física e geografia, através de psicólogos e professores especializados, com o objetivo de amparar a vítima dando o suporte necessário e dessa maneira, contribuindo para um melhor desempenho escolar e nas relações pessoais, e no caso de possíveis agressores, tratar as diferenças entre as pessoas como algo normal e necessário para relações mais profundas entre os indivíduos.