O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 19/08/2021

No longa-metragem “Precious”, é retratada a vida de “Preciosa” Jones, uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude.  Sendo negra e gorda, a protagonista da obra é frequentemente alvo de bullying por parte de seus colegas de classe.

De forma análoga à ficção, a narrativa apresentada na obra não é muito diferente da vivenciada em nosso país. Nessa perspectiva, urge salientar que: o Brasil encara o combate ao bullying de frente, seja enfrentando a ignorância, seja lutando contra a da precariedade no modo de como é tratado esse assunto em institutos educacionais. Primordialmente, torna-se imprescindível mencionar o fato de que frases como “não seja o que apanha, seja o que bate” são constantemente usados no ambiente familiar. Sob tal ótica, é lícito referenciar o líder sul-africano, Nelson Mandela. Segundo o mesmo, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Todavia, na maioria das vezes o que é repassado nas residências brasileiras, é apenas ignorância. Logo, infere-se que um dos fomentadores de tal objeção, é justamente uma educação arcaica transmitida hereditariamente.

Em segunda instância, é de extrema notoriedade expor o modo como é tratada tal problemática em escolas e universidades. No art. 5° da Constituição Cidadã, é dever do estabelecimento de ensino, assegurar medidas de combate à violência e à intimidação sistemática. Contudo, é indubitável que tal legislação não é seguida de forma precisa pelas instituições. Dessa maneira, o bullying ganha cada vez mais força em nosso país. Em síntese, cabe à escola, forte ferramenta de formação de opinião, realizar rodas de conversa e organizar campanhas sobre o combate ao bullying. Tal intervenção pode ser concretizada por meio da contratação de profissionais qualificados, como psiquiatras e psicólogos. Espera-se então, que a adoção de tais medidas possa evitar desastres como os da escola de Suzano.