O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/08/2021

Na série “Os 13 Porquês” a personagem Hanna Baker, após sofrer bullyng no ambiente escolar, não consegue lidar como abalo psicológico sofrido e acaba cometendo suicídio. Infelizmente a realidade brasileira não se difere muito da ficcional. Brasileiros, principalmente em fase escolar, lidam com o bullyng e os danos psicológicos causados pelo mesmo diariamente. Também agravado pelo fácil acesso a internet e a pouca supervisão parental, o cyberbullyg é cada vez mais presente na vida dos jovens.

Nessa perspectiva, vale ressaltar que o preconceito é uma das principais causas do bullyng. Como se  pode ver, no caso que aconteceu em Realengo no Rio de Janeiro em 2017, onde um jovem de 26 anos entrou armado na sua antiga escola e antes de tirar sua vida, matou mais 12 alunos, como forma de vingança pelo bullyng sofrido no seu tempo de estudante, o ocorrido infelizmente não é um caso isolado. Apesar de uma grande parcela de discentes sofrem algum tipo de abuso no âmbito escolar o tema não tem a devida atenção. Isso fortalece a banalização do tema, contribuindo para que mais casos como o de Realengo aconteçam.

Ademais, a carência de informação nos veículos midiáticos e a baixa supervisão parental, o bullying virtual vem se tornando cada vez mais frequente. Segundo o site G1.com o Brasil é o segundo pais com mais casos de cyberbullyng contra crianças. Com o livre acesso as mídias sociais, crianças e adolescentes dissipam comentários maldosos sem a consciência dos danos que suas atitudes no mundo virtual podem causar. Desse modo é imprescindível que para o Brasil sair deste ranking, essa problemática seja revertida.

Portanto, faz-se indeclinável que a mídia, instrumento de ampla abrangência, informe a sociedade a respeito dos danos causados pelo bullyng e sobre como combatê-lo, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais e debates televisivos a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, compete ao ministério da educação fornecer treinamento a professores, para que os mesmos consigam identificar e remediar o bullyng e também cabe ao mesmo ministério, fornecer psicólogos a estudantes que já passaram por essa situação. Assim o corpo civil será mais educado e historias como a de Hanna Baker ficarão apenas na ficção.