O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Bullying é uma palavra de origem inglesa que surgiu na Noruega, em 1970, e que significa “valentão”. Esse termo, anos depois, foi incorporado no dicionário brasileiro. Essa expressão é usada, sobretudo, em contexto escolar, na medida em que alguns alunos se apropriam de linguagem ofensiva para desmerecer outros indivíduos. Na contemporaneidade, observa-se a importância de abordar o tema, a fim de criar medidas para enfrentar o problema. Dessa forma, é imperioso refletir sobre uma das causas desse fenômeno e apontar a negligência do governo em combater essas questões.

Inicialmente, cabe destacar que ações de bullying tem origem na dificuldade de algumas pessoas em lidar com a diferença. Nessa perspectiva, os atos violentos, sejam eles físico ou psicológico, são, em geral, direcionadas às minorias, tais como indivíduos acima do peso, negros, mulheres, gays. Com isso, é importante estimular a formação inclusiva, conforme a perspectiva do filósofo alemão Habermas, pois para ele incluir não é apenas trazer para perto, mas também crescer junto com o outro. Portanto, devido às diversas formas de ser e estar no mundo, as escolas são responsáveis em estimular uma educação plural e de reconhecimento das diversidades.

Ademais, é premente apontar que o governo brasileiro não tem medido esforços na promoção de um ensino heterogêneo, quer dizer, no estímulo  baseado no respeito as diferenças, sobretudo nas escolas brasileiras. Nesse sentido, uma reportagem veiculada no jornal O Globo apontou um aumento substancial, nas últimas décadas, de casos de insultos e linguagens ofensivas destinados a alguns alunos nas escolas das redes públicas. Assim, essa intensificação de atos e discursos abusivos, caracterizados como “bullying”, aponta para a ineficiência de polícias que visam minimizar o problema.

Torna-se evidente, portanto, ações efetivas de combate ao “bullying”. Em vista disso, é fundamental que o Ministério da Educação elabore um projeto para as escolas, com o objetivo de tratar as questões relacionadas a discursos que fomentam ataques a determinadas pessoas. Somado a isso, é premente a elaboração de mecanismos para favorecer uma pedagogia que inclua a pluralidade e a diversidade. Isso pode ser feito por meio da criação de uma secretaria, dentro das escolas, com profissionais da área da psicologia, que possam intermediar conflitos e desenvolver discussões sobre “bullying” dentro das salas de aula. Logo, será possível, ao menos, reduzir os casos de intimidação nos ambientes acadêmicos.