O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 26/08/2021
“A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota”. A frase do filósofo Jean-Paul Sartre é o reflexo do Brasil do século XXI, tendo em vista que violência física, apelidos insultantes, referências preconceituosas, entre outros comportamentos banais são formais pelas quais se pratica o bullying. Assim, é perceptível que a sociedade brasileira ainda apresenta, com grau de insistência, a prática de tais atos, fortalecendo-se assim na sociedade, principalmente no ambiente estudantil, trazendo assim, danos psicológicos e físicos às vítimas. Entretanto, verifica-se a necessidade de medidas para atenuar essa situação.
Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que o bullying está enraizado na cultura brasileira, o filme “Extraordinário” é um exemplo dessa agravante, pois retrata um menino de 10 anos portador de uma síndrome rara que causou deformações em seu rosto. Contudo, o curta propõe debates em relação a como o ambiente escolar recebe e acolhe pessoas com diferenças. Dessa maneira, é perceptível o quão, mesmo com o passar dos anos e a evolução dos indivíduos, ainda existem pessoas que agem com normalidade acerca da bolinação. Diante o exposto, verifica-se que a violência moral e física contra estudantes com ou sem necessidades especiais é uma realidade velada. Logo, torna-se obstinado no âmbito social brasileiro, notícias que retratem essa problemática.
Ademais, é notória a ausência de consequências aos praticantes dessas violências, consequentemente, gerando marcas irreversíveis na vítima. O filósofo Platão afirma em suas inúmeras reflexões que “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar”. Portanto, a perspectiva adotada pelo pensador manteve-se no plano teórico, onde o praticante de atos preconceituosos se pensa superior ao padecente que mantém-se em isolamento. Sendo assim, percebe-se que esse empecilho continua assolando o desenvolvimento da sociedade e fomentando o bullying.
Dessarte, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar esse problema. Logo, a mídia, como difusora de informações, deve promover maior discussão do tema supracitado, por meio de engajamentos e debates em programas de entretenimento, para que torne viável a aquisição de conhecimento e reconhecimento de tais práticas pela população. Concomitantemente, ao Ministério da Educação, como setor estatal que forma cognitivamente os seres humanos, cabe abordar a questão em sala de aula, com a contratação de profissionais da área da psicologia especializados no assunto, a fim da conscientização e auxílios aos que sofrem, contribuindo com a desconstrução do pensamento enraizado. Deste modo, criando uma futura geração convicta.