O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 28/08/2021
Na obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória devido a presença do bullying, o qual parte da população é vítima. Nesse sentido, pode-se considerar as consequências para as vítimas e a carência de políticas públicas a respeito dessa temática.
Nesse contexto, é válido ressaltar que o bullying é uma prática de intimidação sistemática e repetitiva de atos violentos, os quais podem ser verbais e/ou físicos. Segundo a revista Tua Saúde, essa ação pode provocar nas vítimas ansiedade, ataques de pânico, isolamento, depressão e usos de drogas. Ora, é notório o quanto esse hábito é prejudicial e evidencia a situação de subcidadania que diversos brasileiros experimentam.
Outrossim, é preciso pontuar a falta de ações governamentais que visam combater essa problemática. O Estado ampara as vítimas por meio da “Lei do Bullying”, porém, por ser uma prática mais comum no meio infanto-juvenil, muitos desses não sabem da existência dessa lei e acabam ficando à margem da sociedade. Ademais, as vítimas sentem vergonha dessa posição e preferem esconder a situação dos professores e familiares. Logo, urge a necessidade de interferências públicas que mitiguem essa problemática.
Assim, é evidente o quanto o bullying é uma mazela que precisa ser vencida. O Governo Federal deve, por meio de verbas oriundas do tesouro nacional, e em parceria com o Ministério da Cidadania, criar debates nas escolas, ministradas por psicólogos, os quais abordariam as consequências do bullying, a caracterização desse e a importância das vítimas denunciarem os agressores, a fim de erradicar essa prática. Dessa forma, o Brasil estará a alguns passos para se tornar o país idealizado e visto por Policarpo Quaresma.