O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 02/09/2021
O artigo terceiro da Constituição Federal brasileira, discorre acerca dos objetivos fundamentais do Brasil, sendo, o primeiro, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. No entanto, nota-se uma discrepância em relação à tal garantia constitucional e a questão do combate ao bullyng na sociedade brasileira, no sentido de que, a disposição legislativa, não se consolida totalmente no presente. Sob tal perspectiva, é imperioso o debate e superação dos impasses.
Em primeira análise, nota-se que a falta de políticas públicas é causa manifesta da matéria. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre a erradicação da agressividade no meio infantil e juvenil no Brasil e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve ao povo com ações, planos e metas públicas que tratem dos impasses causados pela problemática. Com efeito, os distúrbios comportamentais e o suicídio são as causas inadmissíveis dessa lacuna e que necessitam de resolução.
Da mesma forma, tem-se o silenciamento social como fator coadjuvante do revés. Em consonância a isso, a escritora brasileira Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão do combate da agressão física e verbal entre crianças e adolescentes no Brasil, já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis, não demonstram capacidade para dirimir.
Portanto, algumas medidas são necessárias para a resolução da problemática. A população, por meio de um projeto social online, deve criar uma campanha de incentivo, que trabalhe paralelamente com ações governamentais, como na questão do combate ao bullyng no Brasil. Tal campanha deve ter repercussão nacional e representantes de todos os estados brasileiros, para que se possa cobrar do Estado maiores ações, planos, projetos, metas e investimentos públicos voltados para a sociedade. Além disso, o Ministério da Educação, por intermédio das escolas e universidades, deve criar oficinas e palestras de debates, para minimizar o silenciamento social em torno do problema. Espera-se, dessa forma, que a população possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria com o poder público. Assim, o artigo terceiro da Constituição Federal brasileira terá eficácia plena na sociedade.