O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 08/09/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 1°, o direito à cidadania como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os efeitos do bullying no Brasil, dificultando, deste modo,a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos obstáculos para o combate desse imbróglio, tendo em vista o descaso governamental e a falta de empatia presente na coletividade.

A priori, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o bullying no Brasil. Nesse sentido, apesar da Cidadania ser uma garantia na Magna Carta, a persistência da violência verbal e não verbal nas escolas brasileiras fere esse preceito. Visto que o Ministério da Educação não promove treinamento, para todos os profissionais da educação, que ensine a lidar e identificar as diferentes formas que o bullying se manifesta no ambiente escolar (xenofobia, misoginia, homofobia, racismo etc). Além de não ter fortes campanhas em todas as instituições educacionais sobre as consequências do bullying. Logo, esse descaso estatal é uma das causas da problemática.

Ademais, a série “os 13 porquês” ilustra o que foi dito. Nela, a protagonista “Hannah” comete suicídio por 13 motivos e alguns estão diretamente ou indiretamente ligados ao bullying que sofreu ao longo da vida. Logo, a série pode ser relacionada à realidade, pois a falta de empatia revelada em forma de violência tem drásticas consequências, mas a vítima geralmente não recebe apoio e não consegue pedir ajuda até que algo grave aconteça, como por exemplo o massacre de realengo cometido por um adolescente que sofria bullying na escola e usou tal ato para se vingar dos colegas de classe. A partir desse ponto de vista, percebe-se que a mídia retrata as consequências da questão abordada.     Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o poder executivo, por meio de verbas da união e parceria com os ministérios da Educação e da Cidadania promover treinamento para profissionais da Educação acerca de como lidar com quaisquer tipo de violência e como ensinar os alunos a lidarem, por meio de palestras e materiais didáticos, com o intuito de criar um ambiente escolar que respeite os direitos de todos. Do mesmo modo, é imprescindível a criação de campanhas publicitárias nas mídias sociais e programas televisivos sobre como identificar uma vítima do bullying, bem como as consequências dele para a sociedade, a fim de promover a empatia nas relações sociais. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.