O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 13/09/2021

O livro “Extraordinário” relata a história de Auggie, um menino que possui uma doença que provoca a derformação facial e que, por isso, é vítima de bullyng ao ingressar na escola. Diante dessa análise, verifica-se que na realidade brasileira, essa forma de intolerãncia também é muito presente, e que trata-se de um problema que deve ser combatido, especialmente nas escolas e nas redes sociais. Assim, faz-se necessário medidas de conscientização e de responsabilização.

Inicialmente, observa-se que um dos meios em que o bullying deve ser confrontado é no ambiente escolar. Nesse sentido, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola representa o segundo meio de socialização mais importante e eficaz para o indivíduo, uma vez que permite o desencolvimento de relações e comportamentos sociais. Entretanto, na realidade, muitas vezes esses espaços são repressivos e violentos, já que muitas crianças e adolescentes praticam o bullying. Dessa forma, os institutos de educação falham muitas vezes em promover a sociabilidade e em incutir valores de respeito e humanização. Logo, o combate a agressões, a humilhações e a intimidações nas escolas é fundamental para possibilitar o crescimento e a formação de crianças saudáveis.

Além disso, o cyberbullyng configura-se como outro desafio a ser enfrentado no país. Em vista disso, de acordo com o Paradoxo da Intolerância, do filósofo Karl Popper, a liberdade de expressão não é absoluta e, por isso, diante de um discurso intolerante, deve-se ser intolerante com tal discuro e reprimí-lo, para evitar que se manifeste de forma concreta, como na forma de violência. Diante disso, por se tratar de um espaço virtual e não físico, a internet faz com que seja mais fácil disseminar o ódio e fazer ataques a outros usuários, o que torna o bullying muito mais presenta no meio digital. Desse modo, essas ações intolerantes devem ser identificadas, denunciadas e responsabilizadas, a fim de que esse comportamento não seja normalizado e de se criar um ambiente mais empático nas redes sociais.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação realize campanhas de conscientização dos alunos. Essa medida dee ser feita mediante palestras ministradas por influenciadores digitais, como o youtuber Whindersson Nunes, e que aborde os impactos do bullying e do cyberbullying para os indivíduos, e a importãncia do respeito e da empatia, com o objetivo de diminuir as práticas violentas nas escolas e na internet. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça promover a maior punição dos praticantes de cyberbullyng por meio da ampliação de delegacias especializadas nesse crime, com a finalidade de minimizar a impunidade e o discurso de ódio no espaço virtual.