O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 10/09/2021
Segundo a Lei Antibullying, anexada em 2016 à legislação, as escolas devem adotar medidas de prevenção e combate a ações agressivas. Entretanto, no Brasil, o bullying é uma prática rotineira devido, principalmente, à omissão da escola e da família.
Em primeira análise, tem-se que, os atos violentos que caracterizam o bullying podem afetar, de maneira permanente, a vida da vítima e do agressor. Tal fato pode ser verificado no ataque em Suzano, no Rio de Janeiro, quando um ex-aluno, o qual sofria hostilidades constantes no colégio, assassinou diversas pessoas. Assim, fica evidente como essas ações ultrapassam o ambiente escolar, transformando o indivíduo na esfera social, psicológica e física.
Além disso, muitas vezes, ocorre a negligência dos pais, os quais silenciam o bullying sofrido pelos filhos. Isso é salientado, em âmbito global, na série “Os treze porquês” ao retratar a abstenção da família diante de ataques físicos e verbais contra sua filha - resultando em seu suicídio. Dessa forma, assim como é aprensentado na série americana, percebe-se que a violência é ampliada quando o ambiente familiar não oferece uma rede de apoio à vítima, fazendo com que essa encubra atitudes de ódio.
Portanto, nota-se que o Brasil precisa, efetivamente, garantir o combate ao bullying na sociedade. Para isso, é necessário que as escolas, como entidade formadora do indivíduo, fiscalize os atos violentos por meio de professores, diretores e psicólogos preparados. Tal medida é necessária a fim de identificar e proteger a vítima, além de instruir e punir o agressor. Outrossim, é essencial a mobilização da família através de diálogos e idas regulares às reuniões escolares para garantir o respaldo aos seus filhos. Por meio dessas medidas, o Brasil poderá avançar no combate ao bullying - como é previsto na legislação.