O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 15/09/2021

Na novela “Carrossel”, produzida pelo SBT, é possível notar casos de bullying e exclusão entre as crianças da escola Mundial. Laura, por ser acima do peso e não corresponder aos padrões impostos pela sociedade, acaba sendo vítima de brincadeiras com tons de ofensas. Analogamente, ao observar a realidade brasileira, nota-se que essa postura televisionada não está tão distante da sociedade. Com isso, faz-se necessário observar a padronização e falta de preparo das autoridades.

A princípio, é perceptível uma estrutura padronizada entre os indivíduos. Nesse sentido, crianças crescem observando que o belo na sociedade são os padrões eurocêntricos, como: magreza, olhos azuis e cabelos lisos e, consequentemente, o que não se alinha a esse padrão é julgado e menosprezado. De tal forma que, quem sofre essas exclusões, muitas vezes, se rebela e acaba cometendo um certo tipo de vingança, como o presenciado no Atentado de Suzano em 2019.

Ademais, observa-se um despreparo dos professores para lidar com a situação. O que se vê muitas vezes, são alunos sendo agredidos física e psicologicamente no ambiente escolar e não são tomadas nenhuma medida pelas autoridades locais. Isso acaba impulsionando o quadro, pois, a criança insegura fica com mais medo de denunciar os atos e acaba desenvolvendo algumas doenças psíquicas, como depressão e em casos mais graves o suícidio. Assim, não é de se impressionar que o Brasil tenha um índice de 43% de crianças que sofrem ou já sofreram bullying na escola, segundo a Uol.

Entende-se, portanto, que as opressões feitas geram cicatrizes e precisam ser curadas. Para isso, o Ministério da Educação deve capacitar os professores por meio de treinamentos e palestras para que possam tomar as melhores decisões e ajudar quem mais sofre com os atos. Além disso, a mídia deve caminhar juntamente às escolas, criando campanhas para esclarecer e conscientizar os jovens da gravidade do problema gerado pelo bullying, promovendo assim, uma geração mais consciente e menos invasiva. Espera-se, com isso, uma queda nos casos como o vivenciado por Laura em Carrossel.