O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 21/10/2021
No longa metragem “Carrie, a Estranha”, de 1977, é retratado o bullying e o preconceito no âmbito escolar, como também os reflexos desse tipo de violência, principalmente, com a protagonista Carrie que sofre muito com a rejeição de seus colegas na escola. Nesse contexto, para além das cenas ficcionais, analisa-se na sociedade brasileira, a importância do combate ao bullying que configura-se como um flagelo social. Diante disso, a leniência da instituição escolar, bem como os casos de desestrutura familiar são fatores contribuintes para esse cenário.
Em primeira análise, cabe pontuar a necessidade de ações efetivas por parte da escola no combate à perseguição sistemática cada vez mais recorrente nesse âmbito. Isso porque muitas vezes os alunos não sabem como resolver o problema ou como buscar ajuda, o que acarreta um longo período de violência verbal ou física, junto do sentimento de insegurança e traumas psicológicos. Nessa apreensão, consoante ao exímio educador Paulo Freire, a Cultura de Paz deve ser presente nas escolas e importante na prática da ética social, pois minimiza ações agressivas. Dessa forma, o exercício de cidadania e respeito precisa ser fortalecido nos colégios do país.
Ademais, é válido destacar que um ambiente familiar desestruturado influencia no comportamento violento no espaço escolar. Nessa lógica, a falta de diálogo, de uma relação mais próxima dos pais ou cuidadores e até mesmo casos de agressividade dentro de casa são prejudiciais para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes, visto que é nessa fase que o pensamento individual é formado - consoante a Teoria da Tábula Rasa do ilustre filósofo Jonh Locke. Acerca disso, um estudo da Escola de Enfermagem da USP, feito com mais de dois mil alunos, comprovou que a má relação com a família reflete nas atitudes de sofrer e praticar o bullying. Desse modo, é imprescindível a construção de um ambiente doméstico saudável no que tange a saúde socioemocional.
Fica claro, portanto, que são inadiáveis legítimas resoluções para reverter essa problemática. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, junto às Secretarias Estaduais e Municipais, a criação de um plano nacional e intersetorial, que vise a reduzir ao máximo os casos de bullying. Tal projeto será instrumentalizado mediante palestras mensais com psicólogos e professores para orientar os pais e filhos sobre o tema, além de disponibilizar nas escolas acompanhamento psicopedagogo, também contará com campanhas publicitárias sensibilizadoras sobre o tema em redes sociais e na televisão. Essa medidas têm por finalidade o bem-estar social e a prática da ética entre os indivíduos, assim, a realidade brasileira será diferente do que aconteceu com a personagem Carrie.