O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 19/11/2021

No seriado “Todo mundo odeia o Chris”, o personagem principal, “Chris”, sofre diversos ataques, físicos e morais, ocasionados por sua raça e condição social. Analisando a obra, pode-se traçar um paralelo com a situação do bullying no Brasil, que, assim como na ficção, está permeado pelas mesmas agressões, principalmente no ambiente escolar, que impossibilitam a convivência saudável entre os alunos. Dessa forma, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a  má formação ética e moral nas escolas e o descaso familiar.

Nessa conjuntura, é fulcral pontuar a abordagem precária do tema, nas instituições de ensino, como agravante da problemática. Sob essa ótica, de acordo com o pensador Immanuel Kant, deve-se educar buscando o aperfeiçoamento moral do indivíduo, que se tornará um ser intelectual auxiliado pela presença de uma boa formação moral. Contudo, essa realidade não se concretiza na prática, visto que o bullying, que se caracteriza por uma desordem, principalmente, de origem moral, continua presente no cotidiano das escolas brasileiras. Tal cenário é fruto do ensino conteudista, que nada acrescenta à parte moral da alma humana. Logo, é urgente que se reavalie os métodos de ensino aplicados na escola contemporânea.

Ademais, é imperativo ressaltar a omissão familiar como fator que perpetua tal mazela. Nesse sentido, segundo o Manual de Psiquiatria Clínica,  a atuação da família na compreensão de fenômenos psicológicos é essencial para a sua resolução. Assim, infere-se que, da mesma forma, é necessário um acompanhamento dos pais e responsáveis pelos jovens praticantes de bullying para confrontar a desordem moral. Entretanto, é notável que não há participação efetiva deles, que estão mais preocupados com a carreira profissional, ascenção social e outros fatores de menor importância quando comparados ao problema moral de seus filhos. Com efeito, as agressões se perpetuarão, assim como a degeneração causada por tais atos.

Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Dessarte, faz-se necessário que o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, alie-se às famílias e crie programas de formação ética e moral nas escolas, contando com professores especializados no assunto e atividades de interação social. Outrossim, deve contar com o apoio de psicólogos, para fornecer atendimento psicoterapêutico gratuito aos que necessitarem. Com essas medidas concretas, objetiva-se liquidar, efetivamente, os danos causados pelo bullying no Brasil.