O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 05/10/2021

No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, o protagonista usa ações ofensivas contra outras crianças para satisfazer seus caprichos e transformá-las em adultos desvirtuosos. Não muito longe está a realidade brasileira, imersa em casos de bullying, assim como o personagem. Portanto, é necessário tomar medidas como repreender o comportamento agressivo e investigar o ambiente familiar dos envolvidos.

Em primeiro lugar, deve-se notar que, segundo o importante matemático Alan Turing, a violência proporciona uma experiência agradável para quem a pratica. Com isso, muitas vezes os indivíduos intimidam para se sentirem melhor, o que gera traumas às vítimas e, sobretudo, insegurança pela consistência e espontaneidade desses atos.

Outro aspecto importante, é que a área familiar influencia o comportamento individual e agressivo porque, segundo o educador Paulo Freire, quando o assunto é opressão, “o sonho do oprimido será se tornar opressor’’. Como consequência, as agressões observadas nas salas de aula, que tornam a escola semelhante a ginásios espartanos, onde o objetivo era subjugar os outros.

Diante das rupturas anteriores, é necessário, portanto, que o Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas, conscientize a população sobre os efeitos do bullying, de acordo com o princípio pitagórico, “educar a criança para não punir o adulto’’, para libertar a pátria do mal por ela causado. É também imprescindível que o governo forneça apoio familiar, por meio de consultas psicológicas, a todos os envolvidos, para que os jovens abandonem o comportamento agressivo e a reestruturação familiar. Assim, existirão menos pessoas com o comportamento malicioso de Brás Cubas.