O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Os quadrinhos da “Turma da mônica”, de Maurício de Souza, Introduzem uma temática infantil de brincadeiras e diversidade, abordando, em segundo plano, o bullying sofrido pela persogem Mônica durante inúmeras narrativas. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança alta no que tange a um tema muito relevante no século vinte e um: o combate ao bullying no Brasil. Diante desse cenário, é urgente explicitar que a inércia governamental provoca, sem dúvidas, a falta de programas sociais, o que, nessa lógica, não permite superar a problemática.

Em primeira análise, verifica-se que o Estado, como maior órgão do país, é o agente necessário para promover uma mudança no tema, conquanto, ele não a faz. Segundo a filósofa Hannah Arendt, o governo passa para sua população, em doses distintas, doutrinas de pensamentos guiadas, mormente, por seus projetos e programas sociais. Desse modo, entende-se que tal teoria se aplica à atual conjuntura brasileira, visto que é indiscutível o papel ínfimo do governo federal no que diz respeito ao combate do bullying no Brasil, fato esse que acarreta, segundo Arendt, no baixo engajamento da sociedade. Em suma, fica claro que o atraso na luta contra o bullying é causado, sobretudo, pela inércia estatal, trazendo, logo, problemas para a sociedade.

Ademais, entende-se que há uma proporcionalidade entre a o engajamento da sociedade e do Estado. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 60% dos jovens afirmam já terem sofrido algum tipo de agressão física ou verbal no ambiente escolar e, não somente, cerca de 85% desse público afirma ter presenciado casos do tipo. Além disso, cabe ressaltar a série “13 reasons why”, a qual comenta sobre o suicídio de uma garota do Ensino Médio que sofria bullying e assédio dentro de sua sala de aula e, por conta disso, preferiu acabar com sua vida ao invés de ter que passar por isso novamente. Nessa ótica, correlatando-se os fatos, é perceptível que o tema do bullying é muitíssimo grave, conquanto, por intermédio da inércia governamental, nada se faz a respeito, poucos programas sociais são criados e a temática permanece em manutenção. Em síntese, fica nítido o quão grave o bullying pode vir a ser e o quanto de atenção ele merece receber.

Destarte, em vista do fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. A fim de combater o bullying presente na sociedade brasileira, urge ao Ministério da Educação promover um maior engajamento na luta contra a problemática, por meio de propagandas e programas educacionais juvenis. Isso pode ocorrer, por exemplo, com a ajuda de profissionais competentes nessa área socioeducacional, visando criar melhores conteúdos para instruir a população sobre o tema. Enfim, espera-se tanto que o combate seja eficiente, como que casos como o de Mônica não ocorram mais.