O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Um grito tácito
No filme “Um Grito de Socorro”, é retratado como a prática do “bullying” pode suscitar consequências extremamente deletérias para a vítima e como isso impacta a vida das pessoas ao seu redor. Nesse contexto, a história gira em torno da perspectiva de David, amigo da vítima, o qual se ausentava de interferir nos ininterruptos atos humilhantes e indecorosos que Jochem era submetido, por medo de retaliações. Porém, ele só se posiciona e compreende o tamanho da problemática após Jochem, cansado de sofrer sozinho e calado, tirar sua própria vida. Fora das telas, a realidade exibida no filme pode ser atrelada a do século XXI: a deterioração gradativa do ambiente escolar e problemas psicológicos gerados por uma exorbitante intolerância.
Partindo desse pressuposto, é necessário citar o quão nefasto pode se tornar o ambiente escolar devido a ações arbitrárias e opressoras, as quais só geram sofrimento e danos à vítima. Dito isso, a violência é uma ferramenta extremamente perniciosa e impiedosa de manipulação e de mostrar uma suposta autoridade sobre os demais. Pois, a partir do momento em que o agressor submete uma pessoa a humilhações e ameaças contínuas, ele consegue intimidar os demais a concluir objetivos opressores, formando um ambiente desagradável, deletério e desgastante.
Consequentemente, por conta de comportamentos geradores de terror psicológico e relações instáveis na escola, as vítimas podem acabar tendo sua saúde física e psicológica afetada através de transtornos psicológicos terríveis e pelo desenvolvimento de doenças crónicas decorrentes do clima hostil, que são expostos no ambiente escolar. Ademais, as relações construídas pelos indivíduos são prejudicadas, quebrando os laços de assistência que serviram de confronto à situação, criando problemas de autoestima, amigos, relacionamentos, até mesmo podendo levar ao suicídio.
Desse modo, são necessárias medidas operantes para a redução da pratica do bullying na sociedade brasileira. Para isso, urge que o Ministério da saúde amplifique o número de psicólogos atuantes no âmbito escolar, assegurando a assistência aos oprimidos. Não obstante, cabe a escola criar um canal de comunicação confiável e anônimo, por meio de um e-mail o qual somente o coordenador ficará responsável por verificar as situações recebidas e certificar-se que nenhum caso de violência fique impune, garantindo a segurança das vítimas. Porém, somente com a inserção do ambiente familiar com o escolar será possível estabelecer um local de combate a esses casos imorais.