O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 13/10/2021

Para a escritora norte-americana Hellen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. No entanto, muitos alunos não desfrutam dessa garantia quando sofrem bullying dos próprios colegas de classe. Essa prática corresponde a atos de intimidar repetitivamente de forma verbal e física um indivíduo que não é aceito por um grupo, algo muito comum nas escolas brasileiras. Com isso, observa-se um delicado problema, que tem como causas a falta de conscientização e o silenciamento da vítima.

Dessa forma a carência de debates é um desafio presente no problema. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullying. Isso evidencia a negligência das instituições escolares com a conscientização, com o intuito de mostrar o que é e as causas dessa opressão na vida das pessoas. E como explica a filósofa Djamila Ribeiro: é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas.

Em paralelo, essa ausência de informação corrobora com o silenciamento do estudante que sofre bullying, já que ele não sabe a quem recorrer. O que prejudica demasiadamente a saúde mental do cidadão, dado que essa perseguição sem amparo resulta em problemas psicológicos como: ansiedade, agressividade, baixa autoestima e depressão. Por isso é inegável a necessidade de mais debates sobre o tema.

Portanto, o Ministério da Educação em parceria com a mídia deve investir no combate ao bullying, por meio de palestras nas escolas e distribuição panfletos, com o objetivo de levar conhecimento aos alunos, sobre os prejuízos dessa prática para o psicológico e sobre como e a quem recorrer caso sejam vítimas dessa intimidação. Assim, provavelmente, a afirmativa de Keller será imposta.