O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 16/10/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de relações sociais, o bullying funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de informações e um pensamento banal impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, uma restrição de acesso ao conhecimento sobre como denunciar casos de bullying mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Segundo Arthur Schopenhauer, “os limites do campo de visão das pessoas determinam sua compreensão acerca do mundo”. Nessa fala, o filósofo justifica a causa da problemática: se os cidadãos não possuem informações corretas de como denunciar atos de bullying, como violências físicas e verbais, o campo de visão será afetado, e a sociedade sofrerá com indivíduos inseguros e fragilizados por relações sociais conflituosas nos diversos ambientes, por exemplo, escolar e laboral. Por outro ângulo,  é evidente que a população apresenta-se em um “repouso irracional”, ou seja, sem mudança social pela falta de recionalismo que possibilite uma vida em harmonia, impedindo a erradicação desses atos no cotidiano. Por isso, o coletivo deve ser informatizado para desenvolver o ativismo no Brasil.

Em segunda análise, um raciocínio trivial sobre os prejuízos do bullying apresenta-se como outro fator dificultador do bem-estar civilizacional. Conforme Hannah Arendt, na teoria da banalidade do mal, “o ato preconceituoso passa a ser feito de forma inconsciente quando os indivíduos normalizam tal situação, comparando com a baixa preocupação em que muitas pessoas aplicam ao contexto do bullying, normalizando essa atividade sem questionar ou impedir os prejuízos, como traumas psicológicos e relacionamentos interpessoais frágeis para o futuro das vítimas. Nessa questão, essa banalidade ocorre pelo baixo incentivo em políticas públicas de reconhecimento de casos bullynistas pelos cidadãos, tornando normal que situações depreciativas não sejam vistas como realmente perigosas. Com isso, combater essa trivialidade é essencial para garantir a qualidade de vida aceitável.

Portanto, medidas são necessárias para combater o bullying no Brasil. Por conseguinte, cabe à Escola realizar palestras, ministradas por psicólogos, com o “slogan”: " O bullying no Brasil”. Esse projheto pode ser feito mediante um diálogo entre o público presente e o especialista sobre o que é o bullying, quais são seus prejuízos e onde ocorre, com dados estatísticos, exemplos reais e instruções, de modo que a população seja informatizada a refletir sobre o assunto para racionalmente combater essa situação, resultando no desenvolvimento de um ativismo social contra trivialidades cotidianas.