O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 25/10/2021
Segundo o filósofo Jean Paul Sartre, independente do motivo da violência, é sempre uma derrota. Nesse sentido, o bullying - atos de intimidação sistemática - representa um retrocesso a coletividade, uma vez que fere com os direitos constitucionais. Essa conjuntura ocorre não só em razão do descaso governamental, como tambem da baixa abordagem do tema nas escolas, urgindo intervir.
Nesse cenário, é pertinente analisar a despreocupação governamental no combate da problemática.De acordo com o filósofo Thomas Hobbes,em seu livro “O Leviatã”, é responsabilidade do Estado garantir a harmonia social. Dessa forma, é essencial a participação do Estado na resolução do problema, posto que tais atos de violência além de causar sérios dados na autoestima do indivíduo promovem a construção uma sociedade extremamente segregacionista.
Ademais, a baixa abordagem do tema nas instituições de ensino acentua ainda mais o problema. Conforme o sociólogo francês Émile Durkuein, a construção social do indivíduo é feita em boa parte pela educação. Dessa maneira, é visível o crucial papel da educação, pois o pouco conhecimento dessa prática pelos alunos faz com que não haja denúncia por parte dos que sofrem ou presenciam atos de bullying, visto que é percebido como apenas uma brincadeira.
Diante do exposto, portanto, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, crie projetos educacionais voltados à conscientização sobre o que é o bullying e suas consequências.Isso será feito com a disponibilização de materiáis específicos, como livros e jogos que abordem o tema, para os professores e educadores, a fim de que essa temática seja abordada com mais eficiência no ambiente escolar. Assim, como pontuado por Durkuein, será possivél a construção social de indivíduos mais concientes sobre os impactos extremamente negativos do bullying.