O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Na obra ‘‘A Metamorfose’’, o escritor boêmio Franz Kafka retrata a vida de Gregor Samsa, o qual, ao acordar transformado em um inseto monstruoso, acaba frustrado psicologicamente. Fora da ficção, o estado mental de muitos brasileiros que sofrem com bullying é semelhante ao de Gregor. Nesse sentido, deve-se analisar como o descaso governamental e a falta de debate na sociedade influenciam a problemática em questão.

Nessa perspectiva, evidencia-se a negligência do Poder Público como fator determinante para a permanência do impasse. Nesse viés, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau defende que cabe ao Estado implantar medidas que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, a revista Le Monde Diplomatique Brasil realizou um estudo que mostra o crescimento do bullying nos últimos anos, sobretudo nas escolas, denunciando, assim, que o Governo, infelizmente, não cumpre a sua função social.

Outrossim, convém ressaltar que o problema ainda é pouco debatido. De acordo com o filósofo alemão Johann Goethe, ‘‘Nada no mundo é mais assustador do que a ignorância humana em ação’’. Por esse ângulo, é de extrema importância que a sociedade busque se informar e debater massivamente sobre as consequências negativas que o bullying pode trazer para suas vítimas, tais como: isolamento social, baixa produtividade nos estudos, depressão e, em casos mais graves, suicídio. Por fim, torna-se nítido que a ignorância humana em não expor o problema compromete a sua solução.

Fica claro, portanto, que o descaso governamental e a ausência de debate na sociedade são as principais causas da problemática em questão. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação — principal órgão responsável por educar a população — organizar palestras em escolas públicas e privadas, com a finalidade de discutir sobre o bullying, expondo suas causas e consequências, de modo a trazer a devida seriedade ao problema. Como  efeito social, o contrato rousseauniano, será, enfim, consolidado no cenário nacional.