O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/10/2021

“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.”  Esta frase de Jean-Paul Sartre, pode perfeitamente fazer um paralelo com a questão do bullying no Brasil, já que as várias formas de violência práticadas através do bullying, representam um retrocesso tanto para a vítima, quanto para o corpo social. Desta forma, essa mazela que pode estar presente em todos os níveis educacionais, precisa ser combatida, sendo levada mais a sério e considerando os profundos impactos na vida das vítimas.

Primeiramente, é preciso considerar que o bullying, por mais que muitas vezes seja praticado com intuito de fazer uma brincadeira, pode trazer sérios danos para aqueles que o sofrem. Na Inglaterra, estudos realizados na Universidade de King’s College de Londres, indicam que as consequências do bullying feito ainda na infância podem ser prolongar por toda a vida. Nesse sentido, o bullying tende a desencadear e aumentar problemas relacionados à saúde, às relações sociais e principalmente com a própria identidade da pessoa. Sequelas e cicatrizes são deixadas para o resto da vida.

Ademais, deve-se apontar o fato de que no Brasil não são tomadas medidas proporcionais à gravidade da questão. Segundo dados de 2018 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), o Brasil é um dos piores países em termos de bullying escolar no mundo, sendo  duas vezes maior que a média dos outros países. Diante deste exposto, fica evidente que, independente das particularidades sociais do país (referêntes às causas da problemática), a questão não está recebendo o devido tratemento, o que perpetua esse cenário. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o bullying  no Brasil. Dessarte, é mister que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, através da aplicação de verbas públicas na esfera educacional, proporcione um respaldo psicológico para os estudantes de todos os níveis educacionais, implantando em todas as instituições de ensino, um setor de atendimento psicológico e de supervisão comportamental dos alunos, com o fito de identificar possíveis casos de abusos - já que muitas vezes, as vitímas não procuram ajuda - e encaminhar o devido tratamento para as vitímas, assim como denunciar os meliantes. Dessa forma, a sociedade poderá se reerguer desta derrota.