O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 20/11/2021

Em 2011, o Brasil ficou espantado pelo acontecimento do Massacre de Realengo protagonizado por um ex-aluno que foi vítima de “Bullying “na escola Tasso da Silveira. No Brasil, essa triste situação infelizmente se torna frequente, a cada dia, podendo ser causado, seja pela cultura de hostilidade, seja pela omissão do Estado.

Em primeiro lugar a cultura de hostilidade é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme a filósofa alemã Hannah Arendt, atitudes hostis são frutos da Banalidade do Mal, a pratica do “Bullying” é um ato mal e se tornou comum no cotidiano da sociedade, algo banal, sendo desacreditado como maldade, onde muitos em volta não o percebem como ato de crueldade.

Em segundo lugar, a omissão do Estado é um forte empecilho para a resolução do problema. Segundo o filosofo Jonh Locke, o Estado deve garantir os direitos ao povo e este confia nele, é o Contrato Social, porem o ato de praticar “Bullying” já fere esse contrato, a dignidade da pessoa humana e no caso do massacre de realengo o direito à vida.

Logo medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para tornar o ambiente escolar mais seguro, todos na escola, inclusive diretores e professores devem combater a cultura de hostilidade, por meio de: campanhas, oficinas e eventos pedagógicos que promovam a interação entre alunos e a conscientização. A finalidade dessa iniciativa é mostrar que as autoridades escolares e Estado não estão omissos descontruindo a ideia de que “Bullying “é banal, tornando a comunidade mais justa solidária e livre