O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/04/2022
Na obra “Tosco”, o protagonista Caco é um garoto que sofreu bullying por ser gordo e torna-se uma pessoa violenta, agredindo homossexuais. Fora da ficção, tal realidade está presente no cotidiano dos jovens. Nesse sentido, é notório que muitas dessas agressões são causadas como resposta a violência sofrida anteriormente e tem como consequência para as vítimas desdobramentos que podem perdurar a vida toda.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que a maior parte dos praticantes do bullying, já sofreram com esse tipo de agressão. Segundo a teoria da Tábula Rasa, de John Locke, o ser humano é como uma folha em branco, sendo preenchido por suas experiências e influências. Isto posto, entende-se que jovens que cujo a formação tenha sido fundamentada em um ambiente hostil - sofrendo agressões em casa ou no âmbito escolar- tendem a perpetuar tal comportamento.
Cabe analisar, também, que o isolamento, o medo, a depressão e até mesmo o suicídio, são exemplos das consequências desses constantes ataques. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte na faixa etária de 15 a 29 anos. Com base nisso, percebe-se a necessidade de fornecer amparo as vítimas, para que os impactos gerados pela violência sofridas sejam amenizados, evitando que os jovens possam tirar a própria vida.
Depreende-se, portanto, a necessidade de superar os valores arcaicos de afirmar poder em detrimento do outro. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, por meio da contratação de psicopedagogos, a criação de locais dentro das instituições de ensino para identificar e atender as vítimas e agressores, com o intuito de minimizar os danos psicológicos, bem como entender a causa dos problemas para assim mitigá-los, garantindo a quebra do ciclo de violência. Somente assim, a realidade do livro “Tosco” fará parte apenas da ficção.