O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 09/05/2022

O “bullying” é algo que tem se tornado cada vez mais presente nas comunidades escolares brasileiras e ganha holofotes da mídia cada vez que uma nova tragédia como a de Suzano ocorre. Contudo, é necessário que o problema seja prevenido antes que escale para casos mais graves, para isso é essencial abordá-lo pelas duas visões, tanto da vítima quanto do agressor, pois ambos carecem de amparo, sendo assim é interessante que haja uma investigação do ambiente familiar do agressor e uma orientação devida ao agredido.

“A violência não é um sinal de força, a violência é um sinal de desespero e fraqueza”, a frase dita por Dalai Lama evidencia como também é importante amparar o causador do “bullying” que por vezes o utiliza como escapatória e projeta suas próprias inseguranças e problemas na vítima. Esse conflito interno normalmente se deve a um ambiente domiciliar desajustado e conturbado, portanto, uma ressignificação do papel da escola, como mentora, seria fundamental para uma melhora nesse aspecto.

Em segunda análise, vem a vítima, elo mais fraco da interação, que deve ser adequadamente orientada pelos responsáveis, ou em casos mais graves, por profissionais da área psicológica. É necessário ensiná-la a lidar com suas inseguranças que foram exploradas pelo agressor e retomar a sua autoimagem positiva, além de frisar que essa situação não será resolvida com mais violência.

Diante do exposto, torna-se evidente que o Ministério da Educação, órgão responsável por políticas públicas no que tange a esfera educacional, deve realizar campanhas de conscientização que expliquem aos alunos como se caracteriza o “bullying” e qual a melhor forma de combatê-lo, visando uma melhora no ambiente escolar e na saúde mental das crianças e adolescentes.