O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 09/05/2022

Em 2011, o Brasil ficou marcado pelo triste episódio do Massacre de Realengo, protagonizado por um ex-aluno da escola Tasso da Silveira que havia sido vítima de intimidação sistemática. Todavia, ainda são comuns os casos de bullying nas instituições de ensino, o que pode motivar histórias cruéis como a dez anos atrás. Com efeito, para desestimular o problema, há de se combater a cultura de hostilidade, bem como a omissão do Estado.

De início, a violência nas escolas evidencia a maldade humana. A esse respeito, Hannah Arendt desenvolveu o conceito conhecido como Banalidade do

Mal, segundo o qual as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam

as relações sociais cada vez mais caóticas. Nesse viés, a prática do bullying representa a maldade denunciada pela filósofa alemã e é capaz de prejudicar não

só a vítima, mas toda a comunidade escolar. Dessa forma, enquanto, nas escolas,

a Banalidade do Mal for a regra, a cultura de paz será exceção.

Sob outra análise, John Locke filósofo conhecido como Pai Liberalismo - construiu a tese de que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado, que, em contrapartida, deve garantir segurança aos cidadãos. Ocorre quea ideia de Locke está distante de ser a realidade nas escolas brasileiras, já que muitas se omitem acerca dos casos de intimidação sistemática, Dessa forma, o silêncio de diretores e de professores permite a ocorrência de histórias como o Massacre de Realengo, e, se a inércia das autoridades escolares se mantiver, os estudantes serão obrigados a conviver com um dos mais graves problemas para alunos e alunas brasileiros: o bullying

Para que as instituições de ensino sejam, de fato, um local seguro, diretores e professores devem combater a cultura de hostilidade enraizada, por meio de eventos pedagógicos, como aulas e oficinas capazes de promover a interação entre os alunos. Essa iniciativa teria a finalidade de mostrar que as autoridades escolares não se omitem ante a prática do bullying, de sorte que os estudantes possam usufruir, em breve, de uma comunidade justa, solidária e livre de qualquer violência.