O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/05/2022

O bullying foi estudado inicialmente na Europa, na década de 70, para traçar os motivos de casos de agressividade entre alunos. Com isso, percebeu-se também que a prática não era recente e apresentava-se em outros países. Essa violência pode deixar sequelas permanente nas vítimas ou propulsionar tragédias como o massacre de Realengo no Rio de Janeiro em 2011. Tendo isso em vista, alguns dos principais fatores que dificultam seu combate é a cultura do bullying e a desassistência escolar.

Estudos revelam que a grande parte das ocorrências com bullying inicia dentro das escolas, seja pela questão da cor, raça, sexualidade, características físicas diferenciadas e que fogem do “padrão de normalidade” acabam se tornando o foco dos provocadores deste mal. Por outro lado, observa o despreparo dos professores no enfrentamento deste, onde tudo é visto como uma simples” brincadeira” de mau gosto e que nada mais acontecerá.

O meio social é seu próprio algoz, pois muitos jugam o bullying como se não fosse real, ou que não pertencesse ao mundo em que estão inseridos, porém é notório os casos que são ocorrido diariamente e medidas devem ser tomadas. O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele afirmou Kant, filósofo Prussiano, isto é, a sociedade reflete sua base educacional que foi desenvolvida pelos pais e escola que devem estar juntos no controle emocional desses indivíduos e atentos as futuras mentes que serão inseridos em um meio social que ainda está sendo educado a essa realidade.

Como supracitado, é necessário mudanças culturais por meio da introdução de valores morais e na intervenção da escola para a superação desse impasse. Para isso, é importante que haja trabalho multidisciplinar nas aulas de Português e Sociologia sobre obras literárias populares entre os adolescentes que abordem o tema, como o livro Thirteen Reasons Why de Jay Asher. Com isso pode-se estimular a repulsa sobre o bullying e fortalecer a simpatia e solidariedade aos alunos que são excluídos e humilhados devido a suas singularidades, além de incentivar a denúncia.