O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 09/05/2022
O bullying é algo recorrente na vida de muitos jovens, se tornando um grande desafio para escolas de todo o mundo. No Brasil há uma lei que combate tais infrações, no entanto, ás vezes as próprias escolas ignoram os ocorridos ou até mesmo não possuem preparo pra enfrentá-las. As agressões frequentes podem trazer consequências físicas e mentais, como depressão que pode levar a automutilação e suicídio. Assim, é necessário não só evitar que ocorram esses cenários mas também auxiliar nos casos que já aconteceram, amparando tanto a vítima como o agressor.
A série Os Treze Porquês gerou grande debate sobre o tema na época do seu lançamento, com uma narrativa que discorre sobre uma jovem que sofre bullying, ocasionando uma depressão e gerando o suicídio. Muitos jovens nas redes sociais desabafaram sobre as próprias experiências pessoais, fazendo campanhas para combater essas ofensas nas escolas. Assim, apesar da própria Lei nº 13.185/16, que determina uma política nacional de combate à prática e assegura atendimento psicológico aos alvos, as escolas não possuem preparo para identificar o problema e buscar ajuda.
As consequências psicológicas não recaem apenas nas vítimas, como também nos agressores e nas testemunhas. A depressão é o efeito mais decorrente, prejudicando significativamente as atividades diárias com alterações de humor e sentimento de tristeza constante, e a autoestima também é afetada, principalmente da vítima. Desse modo, é possível identificar possíveis consequências para todas as partes, logo, demonstrando a necessidade de ação para erradicar tais atos agressivos.
Portanto, visando a decadência do bullying nas escolas, é necessário que o Estado representado pelo Ministério da Educação juntamente com as escolas públicas e particulares façam um projeto objetificando evitar que aconteça as agressões, trabalhando com as famílias e os alunos, uma vez que as testemunhas reforçam o poder do agressor, assim como retificar casos que já aconteceram, amparando não só a vítima como também o instigador do ataque, como exemplo temos o projeto anti-bullying KiVa que fundamenta-se nesse contexto.