O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 10/05/2022
“Eu queria morrer. Pensei nessa palavra muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta. É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério.”, essa frase foi tirada de uma série de nome, 13 Reasons Why, a mesma retrata as várias dificuldades e pontos de vista de ambos, agressores e vítima. Uma adolescente secundarista que passa a ser alvo de bullying vindo dos colegas e estudantes da escola em que frequenta e, por tentar e não obter ajuda dos profissionais escolares e adultos responsáveis, acaba por tirar sua própria vida. A realidade em que muitos se encontram, a realidade que deixou de ser pouco conhecida e passou a ser ignorada, que assim como ao redor do globo, no Brasil não é diferente.
O bullying se caracteriza por ações intencionais, físicas ou verbais, em que um ou mais indivíduos intimidam e oprimem um outro. Muitas vezes pode estar ligado à relação ruins com os familiares, que gera problemas psicológicos, criando uma péssima atitude por parte dos filhos que pode ser descontada em forma de agressão àqueles considerados mais “fáceis” de atigir, como mostra o relatório do Programa de Avaliação de Estudantes (PISA) 2015, no Brasil, “43% das crianças e jovens no país já sofreram bullying na escola por razões como aparência física, etnia, gênero e orientação sexual”.
Além disso, a partir da pesquisa “1 em cada 5 crianças pensa em suicídio depois da agressão”, é evidente que as consequências do mesmo no psicológico dos alunos são extremas, e não só podem acarretar em suicídio, como também em algo pior, como consta na matéria referida pela UOL “Bullying motivou 87% de ataques em escolas, diz estudo dos EUA”. Podemos notar isso pelos casos como o Massacre de Suzano e o Massacre de Raelengo, em que, em ambos, ex alunos foram vítima de bullying.
Portanto, diante de tantos casos extremos, cabe ao Governo e as secretarias especiais de direitos humanos criarem campanhas de divulgação de informação sobre a Lei Antibulllying e, cabe ao Ministério da Educação formar professores capacitados para identificar e lidar com o bullying nas escolas. outra opção é implementar a ação “Baleia Vermelha”, que procura sensibilizar os alunos.