O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 15/06/2022

“13 reasons why” é uma série norte-americana que aborda assuntos polêmicos que afetam muitos jovens como depressão, bullying, isolamento, abuso sexual e suicídio. No seriado a personagem Hannah Baker se suicida, deixando 7 fitas nas quais enumera 13 razões que a levaram à morte. Com isso, é comum vermos situações parecidas atualmente, já que o índices de problemas psicológicos e suicídios devido a agressões sistemáticas entre os jovens, vem aumentando gravemente. Diante desse cenário, é importante ressaltar fatores que contribuem para a problemática, dando destaque ao pouquíssimo acesso a ajuda psicológica e a omissão dos pais e responsáveis.

Em primeira análise, o pouco e difícil acesso a ajudas psicológicas que os jovens possuem atualmente mostra-se como um dos desafios ao combate à agressão sistemática no Brasil. Isso porque o Estado não disponibiliza recursos suficientes para que as escolas possam dar o devido apoio psicológico aos adolescentes. Dessa forma, a negligência do Estado, ao investir minimamente em ajuda psicológica aos adolescentes, faz com que o bullying nas escolas aumente cada vez mais, causando inúmeros traumas psicológicos às vítimas, a exemplo da depressão e da psicose.

Em segunda análise, a ausência dos pais no processo educacional dos filhos é uma das principais responsáveis pela prática do bullying. Segundo o psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira, tanto as crianças que sofrem bullying quanto as que praticam têm histórico de más relações familiares. Essas relações ruins dentro de casa são muito preocupantes já que faz com que os agressores não sejam educados a respeitar o próximo e as vítimas não educadas a procurar ajuda.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para isso, urge que, a fim de se acabar com a agressão sistemática no Brasil, cabe ao governo contratar mais psicólogos e médicos da área por meio de investimentos, para que as vítimas e agressores do bullying possam receber um apoio adequado. Além disso, cabe aos pais um diálogo mais saudável e um maior envolvimento emocional com seus filhos, para que assim se encerre o ciclo de violência sistemática no Brasil.