O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 14/06/2022

O bullying, ato de humilhar ou até mesmo agredir alguém, é algo muito recorrente principalmente entre jovens na fase escolar e pode ocorrer tanto na vida real quanto em ambientes virtuais. No Brasil, esse é um grande problema do qual as instituições escolares tentam solucionar, levando em consideração os prejuízos que tal ato acarreta àquele que o sofre.

De acordo com um estudo feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2020, um a cada dez estudantes brasileiros já sofreram bullying. Esse número é alto quando analisamos os problemas que tal prática gera. De acordo com o Centro Nacional de Estatísticas da Educação nos Estados Unidos, o bullying pode causar depressão, ansiedade, problemas alimentares, como bulimia e transtornos, entre muitos outros problemas. Jovens e crianças muitas vezes são ofendidos por serem “diferente” dos seus colegas. As vezes por terem cabelo cacheado, ou um tom de pele mais escuro e até mesmo por apresentarem algum tipo de deficiência.

Além disso, o bullying não se limita apenas a ambientes escolares, mas também está presente nas redes sociais. Um exemplo disso é mostrado na série 13 Reasons Why, onde a personagem principal, Hannah Baker, sofre diversas formas de bullying, como quando um de seus colegas posta uma foto intima da personagem ou quando outro amigo, Ryan, publica um poema da garota sem seu consentimento e a mesma se sente ridicularizada. Ao final da trama, Hannah Baker comete suicídio por estar com sua saúde mental debilitada. Muitas vezes, pessoas são alvos de piadas e xingamento na internet, já que lá pode-se utilizar uma conta anônima e assim ninguém saberá quem está fazendo tais comentários de ódio, mas os mesmos não pensam em como isso pode afetar a vítima do bullying.

Dado o exposto, deve-se notar que o bullying não se trata apenas de uma “piada de mal gosto”, mas a níveis extremos pode levar a vítima a morte e, desse modo, cabe ao Ministério da Educação alertar os jovens e crianças sobre esse assunto e, através de campanhas, mostrar a eles o quão tal prática é prejudicial, evitando assim que mais pessoas sejam afetadas física ou mentalmente com tal ato.