O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 02/05/2023
Thomas More, em sua obra “Utopia”, retrata uma sociedade perfeita livre de mazelas sociais e estruturais. Hodiernamente, trazendo para a contemporaneidade brasileira, observa-se que a ideia da obra se distancia da realidade, uma vez que existe o “bullying” no país. Diante disso, compreender a negligência estatal e o preconceito para entender como o “bullying” opera no tecido social e como será possível superá-lo é de extrema importância.
Em primeira instância, cabe destacar que a negligência estatal possui responsabilidade no crescimento do problema. Segundo o escritor Thomas Hobbes, é dever do Estado proporcionar meios de exercer o bem estar coletivo dentro da sociedade. Diante desse pensamento, no Brasil, observa-se que o bullying se tornou algo normalizado dentro do corpo social e que a escassez de projetos e leis que limitam essa atitude ainda não são colocados em prática, resultando na continuidade dessa mazela. Logo, a insuficiência estatal existente, traz consequências para a vida de quem sofre essa prática, transformando o meio social em lugar desarmônico.
Outrossim, entender o momento que surgiu esse preconceito é crucial para resolver o problema. Dessa forma, essa discussão deve ser remetida ao período de colonização no Brasil, no qual os portugueses inferiorizavam os povos aqui viventes por serem pessoas que agiam e que viviam de maneira diferente dos europeus. Nesse sentido, analisa-se a mazela como uma herança cultural revivida desde o período de colonização, uma vez que, a mesma situação ainda é praticada no período atual. Assim, compreende-se que o Bullying é uma prática derivada das ações dos portugueses e que influencia diretamente no comportamento da sociedade atual.
Portanto, os representantes políticos, responsáveis por tomarem medidas legislativas no país, devem debater e enfatizar esses problemas vistos e criar políticas públicas para conscientizar a população, por meio de propagandas e leis, para que, dessa forma, seja possível ter uma sociedade que respeite uns aos outros. Desse modo, o corpo social poderá seguir sem mazelas sociais e estruturais, como o “bullying”.