O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 17/08/2023
O filme “Extraordinário” conta a história de August Pullman, um menino que possui uma síndrome rara e uma deformação no rosto que o levou a sofrer bullying a vida toda, e para evitar que esse tipo de violência fosse intensificado usava um capacete. Infelizmente, por mais que seja uma obra de ficcão, está muito presente na sociedade brasileira atual, o qual a maioria das escolas não tem dado atenção, até dos seus próprios alunos que vêm sendo vítima. Nesse sentido, é perceptível a ineficiência das escolas sobre a questão, além das famílias, que não têm dado atenção às seus filhos no seu ambiente de estudo. Assim, é necessário combater o bullying no Brasil.
Primeiramente, é necessário destacar a ineficiência das instituições de ensino, que é o ambiente com mais frequência de ter bullying, sendo que, de acordo com pesquisa do IBGE, cerca de 40% dos alunos já foram vítimas dessa violência. Com base nisso, é preciso que as escolas se atentem ao que seus alunos sofrem, porque a maioria desses casos só param quando as vítimas saem da escola, o que é inaceitável, pois com isso os alunos podem até desenvolver traumas que afetarão ao resto de suas vidas. Desse modo, torna se nítido a necessidade de ações escolares para alterar essa realidade.
Outro aspecto a analisar, é a falha das famílias, que não têm observado a vida escolar de seus filhos. Segundo o psicólogo Wanderlei Abadio de Oliveira, tanto as crianças que sofrem bullying quanto as que praticam têm histórico de más relações familiares, “Essas relações são marcadas pela falta de diálogo saudável e de envolvimento emocional.” Esse posicionamento do especialista demonstra a intensidade que as famílias também podem afetar para a ocorrência do bullying com seus filhos, e devem ter mais atenção em sua relações, tanto com a vida pessoal, quanto com a vida escolar de seus filhos.
Portanto, é preciso combater o bullying no Brasil. Para isso, é dever da escola, no exercício de seu papel social, realizar projetos, por meio de regras e alertas, a fim de diminuar a ocorrência dessa violenta situação, e também prestar mais atenção na relação entre os alunos. Além disso, as famílias também devem intervir, questionando seus filhos sobre a sua relação na escola e o acompanhando em sua vida fora de casa, melhorando a convivência. Com essas ações a sociedade brasileira conseguirá combater o bullying e diminuirá acerca de seus traumas.