O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/11/2023

O bullying é um dos maiores problemas que abrangem as escolas brasileiras, assolando a vida e a psique de muitos jovens do nosso país. Cerca de 38% das escolas brasileiras dizem enfrentar problemas de bullying, segundo dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A prática do bullying consiste em um conjunto de violências que geralmente são agressões verbais, físicas e psicológicas que humilham, intimidam e traumatizam a vítima. O bullying é um problema sério e que deve ser combatido não só a sua prática, mas também suas origens, como a descriminação, o ódio, e questões socias como aceitação e ambiente familiar.

A vítima do bullying sofre dele geralmente por não pertencer a um grupo de alguma forma, seja por ser de outra etnia, por sofrer de uma doença ou problema, da personalidade e jeito dela, e até características físicas, como cabelo, o corpo e rosto. É aí que começa as consequências do bullying, que variam de intensidade dependo da situação e da rede de apoio da vítima. As consequências podem ser: quadros de depressão, queda na autoestima e autoconfiança, fobia social, ansiedade, ataques de pânico e outros distúrbios psicológicos.

A orgiem do bullying geralmente se dá em ambientes familiares permissivos ou hostis, descriminação e preconceito, busca por popularidade ou aceitação e até o próprio bullying.

Especialistas, como a professora de psicologia Ciomara Shcneider, psicanalista de crianças e adolescentes, defendem que pais e escola devem estar atentos ao comportamento dos jovens e manter sempre abertos os canais de comunicação com eles. O diálogo e a conscientização continua a ser a melhor arma contra esse tipo de violência. É necessário informar desde cedo as crianças e jovens acerca destas agressões. Os adultos devem explicar às crianças e jovens o que é o bullying, as suas tipologias e fazer entender que são atitudes inaceitáveis e que devem ser denunciadas. Através do Ministério da Educação, incentivar campanhas sobre o bullying e suas consequências se torna essencial. Uma caixa em que os alunos podem escrever situações que viveram e não gostaram, depois, os temas são discutidos em grupos. Por fim, campanhas que incentivam e mostrem a importância de acompanhamento psicológico em casos mais agravados.